terça-feira, 15 de outubro de 2013

clique na imagem para visualizar o site oficial do evento

O 16º Mutirão Nacional Escoteiro de Ação Comunitária (MutCom) – “Viver a Melhor Idade” foi uma atividade de mobilização nacional dos Escoteiros do Brasil cujo objetivo é proporcionar às crianças, adolescentes e jovens motivação e conteúdo para a realização de atividades de serviço, interagindo com a sociedade e envolvendo-os com questões de sua comunidade local.
A Tupanciguara fez um belo trabalho no Lar Vila Itagiba

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Tarefa


Alerta Monitores!!!!
Reunião suas Patrulhas e assistam com ela este filme

Após assisti-lo, envie o relatório até domingo as 18h para o e-mail
O que este filme tem haver com a nossa tropa?
Oque ele tem haver com a sua patrulha?
Quem o personagem te lembra?
Oque no filme vocês gostariam de fazer na vida real?
Quais foram os comentários dos seus Patrulheiros sobre o filme



domingo, 22 de setembro de 2013

Corte de Honra

A Tropa Escoteira Tiaraju esteve reunida para Elaborar o novo Ciclo de Programa da Tropa, com início em 28 de setembro de 2013. O novo Ciclo tem como enfase a união da Tropa Escoteira, reforçando os laços de amizade, companheirismo, Espírito de Patrulha por meio da Lei e Promessa Escoteira e o trabalho em equipe. Como frutos desta reunião foram definidos o Calendário para o próximo trimestre e os itens de progressão que serão atingidos no período e a conclusão da 2ª Parte da IMMA. 
Segue Calendário aprovado pelos conselhos de Patrulha, Corte de Honra e Assembleia de Tropa.

Calendário Tropa Escoteira Sepé Tiaraju
2º Ciclo de Programa

Setembro
28 – Manutenção da Sede
29 – 1º Festival de Pandorgas
Outubro
05 – Uma tarde de Jogos  - Parte 1  
12 – Uma tarde no Shopping Santa Maria 
19 – Bivaque – Sinais de Pistas e Tocaia 
26 – Acantonamento – Jantar das Nações "o Filme" 
Novembro 
02 – Feriado 
09 – Acampamento Modelo - Reinventando a História 
16 – Jornada Noturna "Rumo ao desconhecido" 
23 – IMMA – 2º Parte - Execução do Projeto 
30 – Especialidade de Primeiros Socorros 
Dezembro 
07 – Acampamento Anual de Grupo
14 – Festa de Final de ano e Noite do Pijama R. Escoteiro
(Encerramento de Ciclo de Programa)



Dia de Promessa na Alcateia Tupandi, o Lobinho João Gabriel esperou por um longo tempo este dia tão importante pra ele e para a Alcateia. Mas valeu a pena a espera. Muitas fotos junto a seus pais e amigos para eternizaram a data.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


Rota Sênior

Hoje dia 21 de setembro de 2013, deu-se início a Rota Sênior dos escoteiros Eduardo e Paula, ambos foram recebidos pelo Monitor da Patrulha Charrua Willian. Como primeira tarefa receberam a incumbência de montar um toldo e um fogão de barro suspenso. Pela imagem deu pra ver que desempenharam bem a função.

 
 
 
 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

sábado, 11 de maio de 2013

CONVOCAÇÃO AOS PAIS

PAUTAS:

• Formação da Comissão de pais – definição dos objetivos, participação do grupo, e demais pais e objetivos estratégicos deste grupo;

• Discussão preliminar dos objetivos estratégicos – o que o grupo Tupanciguara necessita e como alcançar tais objetivos.

• Estrutura de Assembléia para o fim do ano.

O movimento escoteiro surgiu com o objetivo de aperfeiçoar os conhecimentos dos jovens e desenvolver princípios morais, cívicos e disciplinares. Nesse sentido o grupo

escoteiro Tupanciguara vem desenvolvendo um trabalho nos últimos anos para se reestruturar de forma a permitir que os propósitos do movimento escoteiro possam se concretizar.

As atividades do grupo escoteiro são diversas e todos que dela participam são
voluntários. Assim chefia, instrutores e dirigentes abdicam do tempo com seus
familiares para participar de forma espontânea no desenvolvimento do seu filho.

Mas o trabalho é grande e necessitamos da ajuda de todos. Nesse sentido, um dos objetivos ao longo de 2013 é constituir novamente o Conselho de Pais. Este conselho tem a finalidade de liberar as chefias das atividades burocráticas do grupo para que possam dedicar maior tempo possível às atividades escoteiras.

Assim, serviços de apoio como manutenção da sede, busca de doações, busca de palestras (bombeiros, socorristas etc.) enfim todos os trabalhos que de alguma forma possam contribuir no desenvolvimento do seu filho serão apoiados por este grupo.

Desta forma, estamos convidando você pai e mãe a participar desta primeira reunião para que possamos discutir alguns assuntos que julgamos importantes:

A SUA PARTICIPAÇÃO É MUITO IMPORTANTE PARA VOCÊ 
E PRINCIPALMENTE PARA SEU FILHO.

Por isso dedique duas horas no sábado dia 18/05/2013 às 15:00 para esta reunião.

A Direção

terça-feira, 7 de maio de 2013

Passagem para o Ramo Escoteiro

Não raro encontramo-nos frente à situação de que excelentes Lobinhos, Cruzeiro do Sul, com várias especialidades, Primo ou Sub-Primo, quando passam para o Ramo Escoteiro, ficam alguns meses, começam a se desinteressar e faltar, e até abandonam o grupo. Porque? 

Talvez seria mais cômodo, para nós, Chefes de Alcatéia encerrar a questão com afirmações tais como: 

“Esse Chefe de Ramo Escoteiro é ruim!”; Porém, as coisas não são bem assim, responsabilidade da permanência do menino no Grupo Escoteiro é de todos os Chefes dos ramos que o jovem passa, em última analise é responsabilidade do Conselho de Chefes. 

Baden Powell no livro Guia do Chefe Escoteiro menciona textualmente “os objetivos do Movimento (...) para serem sentidos em sua verdadeira grandeza, devem ser avaliados por seus efeitos no futuro e por um prazo nunca inferior a 10 anos. Esta é a real unidade de medida que deve ser usada no Movimento”. 

Assim, nossa responsabilidade como educador é garantir a permanência do jovem por um lapso de tempo suficiente para que possa extrair do Escotismo os efeitos benéficos. Portanto, a passagem de um ramo para outro merece muita atenção. 

É primordial que levemos em consideração, primeiramente, que é nessa idade que se desperta a faculdade emotiva e se desenvolve a sensibilidade de alma, ou seja, o jovem em uma fase de transição, carente de cuidados especiais. 

Desperta-se a consciência de sua personalidade, começa a sentir e pesquisar mais as coisas, sente o peso de suas responsabilidades, e nasce um pudor que esconde seus desejos, temores, dúvidas e desapontamentos. E a idéia de acabar com sua antiga vida de Lobinho e ressuscitar como escoteiro parece-lhe uma aventura extraordinária, ao lado desse estado emocional próprio da idade. Outros fatores influenciam a aceitação da vida na Tropa, quais sejam: 

Perda de Status

O sistema de insígnias, ou seja, para cada avanço conquistado um símbolo. (distintivo) que evidencie esta situação que tanto estimula os Lobinhos e escoteiros, pois influir negativamente na passagem, pois seja o Lobinho tão adestrado (e “enfeitado” no seu uniforme) vê-se de repente, sem nada, começando tudo outra vez, vai daí um motivo a mais para que trabalhemos para a conquista do Cruzeiro do Sul, pois o ex-Lobinho o ostentará no uniforme até 21 anos de idade, evidentemente é importante que o Chefe de Tropa faça seus escoteiros conhecer e valorizar este símbolo! 

Outro dado importante é que o Chefe da Alcatéia evidencie na oportunidade da “trilha escoteira” que o adestramento obtido na Alcatéia é o início de um caminho e a base de conhecimento e aptidões que ele vai desenvolver paralelamente ao seu crescimento. Devemos mostrar ao Lobinho que os nós aprendidos na Alcatéia serão de valia em atividade de acampamento, jogos e grandes pioneirias como uma ponte, por exemplo; que cada especialidade tirada como Lobinho continuará valendo, e que surgirão novos desafios para aquela sua aptidão! 

Mudança de Ambiente

Qualquer um de nós já sentiu o quanto é desagradável adentrar (e se familiarizar) com um ambiente completamente novo e a Tropa, é algo muito novo para os Lobinhos, seja quanto à mística, como quanto à forma e organização, ou costumes e uniformes. É preciso por este ambiente o mais familiar possível antes da passagem. Por isso a “Trilha Escoteira” deve ser levada a sério. 

Façamos, portanto, a conversa com Chefe de Tropa, deixemos o Lobinho conhecer bem seu monitor, sua patrulha e seu canto de patrulha e façamos que participe de 1 ou 2 reuniões com a Tropa. 

Esses contatos devem ser preparados meticulosamente pela Chefia de Tropa levando-se em consideração a presença do Lobinho, provavelmente, é evidente, mas vale a pena lembrar que a acolhida da Tropa deverá ser familiar, sempre a de mostrar o júbilo em receber mais um elemento que contribuirá com crescimento quantitativo e qualitativo da patrulha e Tropa. 

Transformar a palavra Lobinho em adjetivo pejorativo ou usar expressões como “praga azul” poderá ser útil a Chefes que procuram uma identificação barata com seus escoteiros tampando incapacidade de manipular o verdadeiro método utilizando-se do mais fraco, mas certamente será humilhante e desestimulante para o Lobinho. 

Desligamento da Alcatéia 

“Desagradável é o sentido de perda do Akelá: Tão atencioso, amigo, brincalhão, agora se dedica exaustivamente aos Pata Tenras e o novo escoteiro de longe, observa, enciumado, mais sabendo que lá jamais poderá voltar!”. 

Esta cena patética deverá ser banida de nossas Alcatéias e Tropas, o Akelá não deve morrer, sumir, deverá transformar-se, si, no Chefe Escoteiro que é, pertencente à unidade do Grupo Escoteiro! 

Assim, frequentemente, os Chefes da Alcatéia devem demonstrar seu interesse pelo agora escoteiro perguntando pelo seu adestramento, contando histórias de feitos de sua patrulhas e, estando presente na cerimônia de sua Promessa, entrega de distintivos e, sem dúvida, da “Lis de Ouro”. 

A recíproca é verdadeira! Convidemos nosso amiguinho para vir a Alcatéia, para auxiliar na instrução sobre uma especialidade conquistada por ele, para trazer o trabalho manual que fez com destaque, no dia que a Alcatéia trabalhará na mesma técnica, ou para participar eventualmente de uma lamparada, só que desta vez senta-se com a Chefia! 

Conhecimento Anterior

É preciso que o Chefe de Tropa tenha em mente que o ex-Lobinho difere-se, e em muito, do aspirante normal. 

De fato o ex-Lobinho não se entusiasma tanto com o uniforme, os hábitos escoteiros, isso já lhe é familiar. 

Por outro lado, este pequeno já tem espírito e está julgando o grupo, o espírito de disciplina e de autodomínio que ali reina a justiça e a energia e a alegria que cada um traz. 

Deve-se lembrar também que este Lobinho tem olhos “treinados” para ver a Lei e a Promessa de forma nobre e bela e que talvez o próprio monitor não esteja apto a fornecer as explicações que deseja. 

Por outro lado, a expectativa do Chefe de Tropa é grande, podendo gerar um ambiente de ansiedade e medo de não corresponder por parte do jovem. 

Não se aconselha exigir-se além do necessário de um noviço que foi Lobinho, o fato de esperar-se muito tempo para a Promessa, o fará sentir um “peixe fora d’água” por não ser Lobinho e nem escoteiro, desestimulando-o certamente. 

Idade na Passagem 

E, finalmente é preciso que seja cumprida rigorosamente a época de passagem tanto na Alcatéia como na Tropa. 

Se dissermos sempre que, interrompa o jogo no auge, a lamparada na sua culminância, façamos igual com a vida do Lobinho na Alcatéia, pois após o auge, vem o declínio do interesse e somente será um mau começo passar uma criança desestimulada para o início de uma nova Tropa. 

A isto deve ser uma preocupação do Grupo Escoteiro, pois se a Tropa não seguir o mesmo ritmo, poderemos correr o risco de ver um pequeno escoteiro de 10 anos disputando com um garotão de 15 de 1,80 e calçando 44, certamente desestimulante e amedrontador para qualquer um! 

O assunto é sério. Lembremo-nos que está intimamente ligado ao sucesso de nossas vidas a capacidade de enfrentar as mudanças com otimismo e perspectivas de maiores oportunidades de crescimento. Em contrapartida, enfrentar com pessimismo é o passaporte para o fracasso! 

A passagem de ramo é uma mudança, se para melhor ou pior, depende, certamente, de nós, e o principal, influenciará predominantemente sobre o seu conceito de encarar positivamente ou negativamente as mudanças que a vida lhe trará! 

Sugiro que inicie ou intensifique o seu trabalho, e comece a leitura do Manual do Escotista do Ramo Lobinho. 

Bastão Totem - Alcatéia

Segundo a regra 055 do POR: “O símbolo representativo da história da Alcatéia é o bastão-totem, encimado por uma cabeça ou corpo inteiro de lobo, usado principalmente nas cerimônias e no Grande Uivo”. 

Tradicionalmente, sempre que um Lobinho/Lobinha alcançar um distintivo (progressão, especialidade ou especial) ou outros fatos importantes da Alcatéia acontecerem, afixamos marcas indicativas desses fatos no Bastão-Totem. 

Notamos assim que o Bastão-Totem além de ser um marco simbólico de Alcatéia e um elemento auxiliar do fundo de cena é um instrumento de incentivo na formação da Alcatéia, e uma forma originalíssima de contar a sua história! 

O Bastão Totem tem cerca de 1,50 m de altura e deverá ser leve para ser transportado. No seu topo deverá conter uma cabeça de lobo ou um lobo de corpo inteiro esculpido em madeira, recortado em compensado, modelado em gesso ou papel marche e interessante (mas não indispensável) que ele tenha um tripé para ficar em pé sem auxilio, ele deve ter uma pequena plataforma para que se fixem tiras ou fitas uma para cada Lobinho da Alcatéia. 

Estas fitas é que são os elementos importantes de estímulo do Bastão-Totem, pois deverá haver uma para cada Lobinho e sempre na cor da matilha. A fita deverá conter o nome do Lobinho e as datas que lhe são importantes; as especialidades poderão ser escritas ou desenhadas, não importa como cada distintivo será representado, o importante é que a tira represente o estágio atual do Lobinho, consequentemente, o Totem representará o estado atual da Alcatéia: quanto mais “enfeitado”, mais capacitada é a Alcatéia. 

É claro que uma Alcatéia capacitada terá grande orgulho de seu Bastão-Totem e assim gostará de levá-lo a todos os lugares e, assim deverá ser. Ele deverá se tornar um elemento da Alcatéia, a sua tradição! Ele deve ser usado nas Cerimônias, principalmente na investidura quando o Lobinho fixa a sua fita, e naquelas de entrega de especialidades e mudança de etapa de desenvolvimento, quando os marcos são agregados, como também no Grande Uivo, mas ele poderá acompanhar a Alcatéia onde ela quiser levá-lo, em acantonamento ou excursões, por exemplo.

Tigre Tigre


Para que vocês entendam a história, voltaremos um pouco atrás, quando Mowgli deixou a caverna do lobo dez estações após sua apresentação à alcatéia. Depois de muito ouvir de Shere-khan e do próprio povo livre, na Roca do Conselho; Mowgli ergueu-se segurando na mão uma vasilha com a "Flor Vermelha" ( nome dado ao fogo), estendeu os braços e magoado gritou: 

-Ouvi! Basta de discussão de cachorro! Muito já me disseram esta noite para provar que sou homem, a mim que desejava ser lobo toda vida, de modo que estou convencido de que sou homem! 
Com isso Mowgli derramou as brasas no chão, ateando chamas em um tufo de ervas secas.Todos os lobos recuaram atemorizados e o filhote de homem continuou berrando: 
-Vou-me para minha gente. A jângal estará fechada para mim. Serei, porém mais generoso que vocês; porque fui durante dez anos irmão de vocês em tudo menos no sangue. Prometo que quando me tornar homem, entre os homens não trairei vocês perante eles, como vocês fizeram comigo. 

Mowgli ainda prometeu que na próxima reunião da Roca do Conselho que ele viesse, ainda mais homem traria a pele do comedor de bezerros, Shere-khan sobre a cabeça. 

E também declarou que ninguém mataria Akelá, mesmo sendo ele considerado um lobo morto por haver perdido o bote. 

Vieram-lhe soluços de desespero e grossas lágrimas brotaram de seus olhos. Sem entender o que se passava, pois não queria , mas sentia que tinha de deixar a Jângal . Mowgli chorou; Chorou pela primeira vez em toda sua vidinha . "Você já é um homem", disse Bagueera mansamente . 

Despedindo-se de sua Mãe Loba na gruta, Mowgli deixa as montanhas de Seoni e sozinho rumou à aldeia onde morava as estranhas criaturas chamadas homens. 

Ao ver o primeiro homem, apontou para a boca aberta significando que tinha fome. 

Este homem chamou o sacerdote e muitos outros homens, que se espantaram com o menino nu, com cicatrizes de mordeduras nos membros. Após alguns comentários, o sacerdote com solenidade disse a Messua, esposa do lavrador mais rico da região, que levasse o menino para a casa dela, visto que ela havia perdido um filho pequenino para a jângal. 

A mulher o conduziu até a cabana onde havia muitas coisas, e dando-lhe leite e pão chamou-o de Nathoo, porém Mowgli deu a entender que não conhecia tal nome. 

Cheia de mágoa, Messua disse-lhe que parecia-se bastante com seu filho, e assim ele acabou ficando seu filho. 

Mowgli não se sentia à vontade, por nunca ter-se visto dentro de uma cabana, mas sossegou-se vendo o teto onde poderia fugir se lhe desse vontade. Mowgli também se sentia estúpido sem entender a linguagem dos homens, porém isso não era difícil de aprender para quem já sabia imitar tantas outras linguagens. Com isso começou a imitar tudo o que Messua falava, tendo assim aprendido nesse mesmo dia o nome de muitas coisas. 

Quando trancaram a porta para que Mowgli dormisse na cama , ele fugiu pela janela, pois não estava acostumado a dormir assim. Foi estirar-se na relva macia do campo vizinho, para lá dormir. Antes que seus olhos fechassem um focinho amigo veio farejá-lo, era Lobo Gris, filhote mais moço de Mãe Loba que lhe trazia notícias da jângal. 

-Shere-khan foi à procura de caça, mas quando voltar jurou que vai te matar. 
Mowgli então respondeu: 
-Eu não tenho medo dele; Não se assustando com o juramento de Shere-Khan, uma vez que ele também prometeu que o mataria. Depois de prometido que nunca esqueceria os irmãos da gruta, pediu que Irmão Gris sempre trouxesse notícias. 
Passaram-se três meses e Mowgli andava muito ocupado em aprender os usos e costumes dos homens. Teve que acostumar-se a usar panos em cima do corpo, o que lhe incomodava muito, a empregar o dinheiro e a usar o arado, que lhe era inútil. Os demais garotos o punham furioso. Felizmente a Lei da jângal lhe ensinara a dominar-se, porque na vida selvagem o alimento e a segurança dependem muito do domínio sobre si próprio. 

Mowgli desconhecia a sua própria força. Na jângal sentia-se fraco, em comparação com os animais selvagens; na aldeia , os homens o consideravam forte qual um touro, mas nada conhecia a respeito das castas. Tratava a todos com igualdade, o que não agradava a alguns, como o sacerdote. 

Na aldeia Mowgli conheceu um caçador chamado Buldeo, que reunido com os velhos da aldeia contava muitas mentiras sobre os animais da jângal, inclusive histórias inventadas por ele sobre fantasmas. Mowgli provocava a raiva do caçador ao desmentir as histórias contadas por ele. Ao ser repreendido por meter-se na conversa dos mais velhos, foi mandado a pastorear os bois e búfalos, o que não lhe era nada difícil. 

Então ele disse aos outros garotos que tomassem conta dos bois, que ele sozinho guardava os búfalos. Como os búfalos gostavam de pontos pantanosos para se refrescarem do calor ele os levou para o extremo da planície, lá onde o Rio Waiganga sai da floresta. Saltou no pescoço de Rama, o chefe do rebanho e correu ao local onde marcara com o Irmão Gris. Foi onde novamente encontrou o Lobo Gris e combinaram que quando Shere-Khan estivesse caçando Mowgli, este o avisaria. Foi o que aconteceu após alguns dias; Shere-khan atacaria Mowgli na entrada da aldeia, quando este estivesse voltando com os búfalos. 
Mowgli, ajudado pelo Lobo Gris e Akelá, preparou um plano para matar Shere-khan, ou seja, estes dividiriam a manada de búfalos em duas partes : de um lado os machos , do outro as fêmeas e os filhotes; e fariam um estouro de boiada sobre Shere-khan que seria esmagado sobre as patas dos búfalos. Este não teria como fugir pois estaria lerdo pela refeição que acabara de fazer ,e cercado por búfalos e pelo barranco. O plano foi bem sucedido. Mowgli com ajuda dos amigos, resolveram retirar a pele de Shere-Khan para apresenta-la à Roca do Conselho , foi quando apareceu o caçador Buldeo, dizendo que ficaria com a pele de Shere-Khan pois havia uma recompensa de 100 rúpias pela morte de tal tigre. Mowgli recusou-se a entregar a pele a Buldeo e este ameaçou dar-lhe uma surra, sendo que Akelá saltou sobre o caçador arremessando o ao chão . Buldeo conseguiu se livrar de Akelá pedindo perdão a Mowgli. 

Buldeo ficara assustado achando que era magia ou feitiçaria pois jamais vira um humano dar ordens a um lobo, ao chegar a aldeia contou histórias de feitiçaria e encantamento que deixou o sacerdote assustado. 

Após retirar e guardar a pele do tigre , Mowgli e os amigos, recolheram novamente os búfalos e retornaram para a aldeia , ao chegarem viram luzes acesas e pensou "deve ser uma homenagem a mim por ter matado Shere-Khan "; mas uma chuva de pedras fora lançada em sua direção contrariando seus pensamentos. 

- Feiticeiro, Lobisomem ! Demônio da jângal ! Fora! Fora! Atira Buldeo! Atira! 

Mowgli fora assustado com as pedras e os gritos. 

-Não me parecem muito diferentes dos da alcatéia , estes teus irmãos homens disse Akelá, sentando se calmamente sobre as patas traseiras. Parecem-me que estão te expulsando do povoado. 

-Outra vez? exclamou Mowgli. Da primeira vez insultaram-me de homem. Agora de lobo ! 

Vamo-nos daqui Akelá. 

Uma mulher corre em sua direção e diz: 

- Meu filho! Dizem que você é feiticeiro, não creio, mas vai-te antes que te matem Só eu sei que vingaste a morte do meu Nathoo. 

- Agradecei a Messua , homens ; Por amor a ela deixo de invadir a aldeia com meus lobos e caçar a todos. 

Depois do desabafo, incitou os búfalos sobre quem os apedrejavam, e tomou o caminho da jângal seguido dos dois amigos . Olhava as estrelas e sentia-se imensamente feliz. 

Ao chegar ao jângal , após rever Mãe Loba , foram a Roca do Conselho, onde Mowgli apresentou a pele do tigre. 

Os lobos que chegavam à Roca encontravam-se aleijados, mancos e feridos devido a terem ficado sem chefe desde que Akelá foi deposto da chefia. Após verem a pele do tigre os lobos pediram para Akelá chefiar novamente a alcatéia. Mowgli, por sua vez resolveu não mais pertencer a alcatéia e caçar sozinho na Jângal somente em companhia dos quatro irmãos

As Caçadas de Kaa

Mowgli, o menino criado por lobos, passou a fazer parte da Alcatéia, e portanto era um grande amigo dos animais da floresta. 

Uma vez, ele disse a Baloo e Bagheera que gostava dos Bander-Logs. Eles não têm leis como os lobos, somente falam para os outros que possuem uma; se consideram muito inteligentes e espertos, mas nunca fazem nada, apenas falam muito, em vez de trabalhar. Nada na selva tem a ver com eles: são covardes e sobem nas árvores para atirar cocos e galhos nos animais feridos. Sempre estão pensando em criar suas leis, porém se esquecem com facilidade de seus interesses. 

Um dia, os Bander-Logs sequestraram Mowgli. Eles haviam estado observando-o por entre as árvores, enquanto construía uma casa pequena com galhos e folhas para abrigar-se. Pensaram que seria muito bom aprender a construir casas como Mowgli. Enquanto ele dormia, se arrastaram até perto deles e os mais fortes pegaram-no pelos braços, subiram até o topo das árvores e correram quilômetros e quilômetros com ele, saltando por entre as árvores. Às vezes saltavam com Mowgli por espaços abertos, de uma árvore à outra. Assim, com saltos e gritos, a tribo inteira de Bander-Logs andou um largo trecho, levando Mowgli prisioneiro. 

Enquanto “voava”, Mowgli ia pedindo auxílio aos animais amigos. Acima, no céu, Chill, o pássaro milhano, se deu conta do que passava e , observando para onde o levavam, avisou Baloo e Bagheera, que entraram floresta adentro o mais rápido que puderam, na direção em que os macacos haviam levado o menino. Porém, Baloo já estava velho e não podia nadar tão depressa quanto os macacos. 

No caminho, encontraram Kaa, a grande serpente píton, de nove metros de comprimento. 

Esta, de bons instintos, porém muito astuciosa, desejava ardentemente comer os Bander-Logs e com facilidade foi convencida a ajudar; além de tudo, Bagheera lhe contou que os macacos a haviam chamado de “Lombriga-amarela-da-terra-sem-pés”. A velha Kaa não era muito de se irritar, mas esta falta de respeito a fez arder de raiva e quando Baloo lhe perguntou se ela iria ajudar a salvar Mowgli dos macacos, ela respondeu que sim! 

Kaa, Baloo e Bagheera dirigiram-se para uma cidade em ruínas, onde os macacos viviam e era lá que eles representavam a comédia em que fingiam que eram homens. 

Bagheera, rápida, se adiantou e quando viu os macacos reunidos ao redor de Mowgli, lançou-se sobre eles e os atacou sem pensar, mas havia milhares deles! Eles então pularam em cima de Bagheera e dominaram-na. Depois, a machucaram muito, e ela então foi obrigada a refugiar-se em uma peça que continha muita água, enquanto Baloo os atacava também. 

Para assegurar-se de que Mowgli não lhes seria tomado, os macacos o colocaram em uma pequena casa de verão, subiram até o teto e deixaram-no cair em um lugar de onde não podia escapar, pois o local era cheio de cobras. Mas ele imediatamente falou a SENHA que usam as cobras na selva: “Somos do mesmo sangue, tu e eu, irmãozinho”, e desta forma as converteu em suas amigas. 

Baloo estava passando muito trabalho, quando chegou a velha Kaa que, utilizando todas as suas forças se lançou sobre o bando de macacos dando golpes com sua dura cabeça para direita e para a esquerda, difundindo terror com seus assovios. Os macacos sabem que sua carne é mais gostosa e que as serpentes gostam. Assim, cheios de terror, correram! 

Enquanto isso, Baloo e Kaa dirigiram-se para salvar Bagheera e depois foi Kaa quem conseguiu resgatar Mowgli, fazendo com sua cabeça um enorme buraco na parede por onde Mowgli pode escapar. Kaa imediatamente começou a dar voltas em um campo aberto, enquanto assoviava. 

Os macacos que estavam no topo das árvores perceberam que ela estava dançando a “Dança da Fome”. Conforme se enroscava e dava voltas sobre si mesma, os macacos não podiam resistir à tentação de observá-la, a tal ponto que perderam o domínio sobre si mesmos. Então ela ordenou que eles a cercassem, o que foram fazendo gradualmente, até que ficaram tão perto, que ela pode pegar um a um para depois comê-los e satisfazer sua fome. 

Mowgli, Bagheera e Baloo voltaram para casa com a promessa do menino de que passaria a ouvir os conselhos de Baloo, para não se meter mais em encrencas. 

A Flor Vermelha


Mowgli viveu incríveis aventuras. No entanto Akelá, o líder da alcatéia, envelhecia e logo ele erraria o bote pela primeira vez, assim como muitos dos lobos mais velhos.
Shere-Khan usava sua influência sobre os jovens lobos e convencia-os que Mowgli era um intruso perigoso. Bagheera sabia que quando Akelá perdesse seu bote, ambos morreriam, o Lobo Solitário e Mowgli.
O plano para salvar sua vida passava pela aldeia dos homens e Mowgli, que vivia à espreita, observando-os, achou fácil roubar uma vasilha cheia de brasas das mãos de um apavorado menino. Na caverna de mãe lobo ficou todo o dia soprando as brasas e cobrindo-as com gravetos secos para mantê-las vivas.
Naquela noite Akelá perdeu o seu bote e o conselho reuniu-se para assistir a luta de morte que elegeria um novo líder. Mowgli, entre Bagheera e Baloo, segurava seu pote de barro com as brasas. Shere-Khan falou contra Akelá e contra Mowgli, incitando os lobos a matá-los.
Então, derrubando as brasas, Mowgli disse:
 -Basta de discussão de cachorro! Muito já me disseram esta noite para provar que sou homem, a mim que desejava ser lobo toda vida, de modo que estou convencido de que sou homem! 
-Vou-me para minha gente. A Jângal estará fechada para mim. Serei, porém mais generoso que vocês; porque fui durante dez anos irmão de vocês em tudo menos no sangue. Chamou-os traidores e disse que iria embora, uma vez que era o que todos queriam.
Prometo que quando me tornar homem, entre os homens não trairei vocês perante eles, como vocês fizeram comigo.
Vendo o fogo, os animais recuaram aterrorizados. Mowgli usou um galho como uma tocha e assim armado com a  “flor vermelha”, que era como os animais chamavam o fogo, o menino de dez anos agiu como homem pela primeira vez.
Puxou os bigodes do tigre, chamou-o de cão sarnento e manco, obrigou-o a tremer de pavor e a fugir chamuscado pelo fogo que ele brandia sobre a cabeçorra malhada.
Exigiu que fosse poupada a vida de Akelá, e que ele fosse sempre ouvido nas reuniões do conselho.
Mowgli ainda prometeu que na próxima reunião da Roca do Conselho que ele viesse, ainda mais homem traria a pele do comedor de bezerros, Shere-Khan sobre a cabeça.
 Depois, sentiu uma tristeza enorme e pensou que estava morrendo, mas Bagheera disse que eram apenas lágrimas.
 "Você já é um homem", disse Bagheera mansamente. .

Com a cabeça enterrada no colo peludo de Baloo, Mowgli chorou.

Os irmãos de Mowgli

Há muito tempo, na Índia, um enorme tigre percorria a selva em busca de alimento. Chegou a uma clareira onde se encontravam acampados um lenhador e sua família, e pensou no banquete que iria fazer com aquele homem que dormia, ou melhor ainda, aquele menino gordo, filho do lenhador, que ali se encontrava. 

Apesar de o tigre ser enorme e robusto, não era muito bravo e não estava disposto a enfrentar abertamente um homem armado. 

Assim, ele deslizou em direção à fogueira, mas por não prestar atenção por onde andava, acabou machucando as patas, quando pisou nas brasas da fogueira. A dor o fez rugir e despertou a família acampada. O tigre, então, não teve outra saída senão escapar, furioso e mancando. 

Também o lenhador e sua mulher ficaram apavorados e não repararam que o menino tinha resolvido andar pela noite, não imaginando o perigo. 

Com o passo inseguro, foi subindo a colina e logo, sem saber como, entrou na cova de um enorme lobo, bravo, porém nobre e bondoso. Ao ver que o menino entrava sem medo na cova, e considerando que o tigre o queria devorar, o pai lobo pegou o menino e colocou entre seus lobinhos recém nascidos, que estavam brincando por perto da mãe loba, Raksha. Esta viu o pequeno filhote de homem juntar-se sem receio com seus lobinhos e ficou com ele. 

Pouco tempo depois, Tabaqui, o chacal, procurou Shere-Khan e lhe disse: Senhor tigre, sei onde está o menino que tanto lhe dá apetite. Se o matares, podes me dar uma parte como prêmio, por lhe haver dito o esconderijo. Ele está naquela cova, abaixo da colina. O chacal é um animal nojento, que induz os outros animais a caçar e matar, contentando-se com as sobras que lhe deixam, por isso também era conhecido com lambe pratos. 

Shere-Khan foi, em seguida, à entrada da cova, que era muito estreita, que só lhe permitia meter a cabeça na sua abertura. Tal circunstância fazia com que o lobo não o temesse, já que se encontrava dentro da cova. 

O lobo advertiu o tigre que fosse buscar seu alimento em outro lugar, que ele não devia transgredir as leis da selva, que proíbe a um animal matar um ser humano, porque isto faz com que muitos homens se reúnam para capturar o assassino. 

Shere-Khan rugiu com raiva e começou a lançar ameaças ao pai lobo. Raksha se uniu ao esposo para expulsar o tigre dali, pois ela havia se proposto a cuidar do menino, que um dia cresceria e teria condições de matar Shere-Khan. 

O tigre se retirou e o menino permaneceu com os lobos e cresceu como membro da família. 

Chamaram-lhe Mowgli, que significa “pequena rã”. Levaram-no à Roca do Conselho, onde se reuniam os lobos para apresentar seus filhotes para a Alcatéia. Na ocasião, o chefe da Alcatéia, o lobo Akelá, disse que, para que Mowgli fosse aceito, ele teria que ser recomendado por dois membros da floresta. De repente apareceu uma sombra: era um urso chamado Baloo, que se propôs a ensinar a Mowgli as leis da Jângal, as diferentes vozes dos animais e os diferentes tipos de comida. 

Mais tarde apareceu a pantera negra, Bagheera, que ofereceu um touro gordo pela vida de Mowgli; esta ensinou-lhe a caçar, pescar e os truques da imensa Jângal. 

Mowgli, como pequeno lobo, tinha muito que aprender.

A embriagues da primavera

Dois anos depois da morte de Akelá na grande luta com os dholes, Mowgly completou 17 anos. Parecia mais velho porque o intenso exercício, a forte alimentação e os banhos frequentes lhe haviam dado força e desenvolvimento acima da idade. O povo da Jângal, que já o temia pela astúcia, passou a temê-lo pela força.
Um dia estavam Mowgly e Bagheera na encosta do morro frente a Waiganga. Era o fim do inverno. Sentado, Mowgly contemplava o vale semideserto. Um pássaro lá embaixo trinava as primeiras notas, ainda incertas, do canto que iria entoar na primavera. Embora esse canto ainda fosse só um ensaio, a pantera reconheceu-o. 

-Eu não disse que o tempo das falas novas vem próximo? Relembrou ela. É Ferao, o pica-pau escarlate. Ele não esqueceu. Ora, eu também preciso recordar o meu canto e pôs-se a ronronar para si própria.

– Não há nenhuma caçada para hoje, observou mowgly.

– Irmãozinho, estarão teus 2 ouvidos tapados? Isto que canto não é palavra de caça, mas canto que quero ter pronto para a primavera.

– tinha me esquecido . Reconheço muito bem a chegada das falas novas, estação em que tu e os outros correreis para longe, deixando-me sozinho, respondeu mowgly queixoso. Vós debandais e eu, Senhor da Jângal, tenho que viver sozinho.

Até aquele ano Mowgly se deleitara com o retorno das estações. Era ele quem, antes de todos, descobria o primeiro olho da primavera e as primeiras nuvens da estação. Sua voz era ouvida em todos os lugares, a fazer coro com os outros animais. Como para todos os outros, a primavera era para ele o tempo de correr, só pelo prazer de correr do anoitecer ao amanhecer e voltar ofegante, rindo-se, cheio de flores raras.

O povo da Jângal está constantemente ocupado na primavera; Mowgly via-os sempre rosnando, uivando, gritando, piando , silvando, conforme a espécie de cada um. Suas vozes mostram-se diferentes então; e por isso a primavera no Jângal é chamada o Tempo das falas Novas.

Mas naquela estação o humor de Mowgly estava mudado, quando tentava responder algum animal as palavras embaraçavam-se-lhe nos dentes, uma sensação de pura infelicidade o invadiu da cabeça aos pés.

– Comi bem , disse o rapaz a si próprio, bebi bem, minha garganta não arde nem aperta.

Mas tenho o estômago pesado e tratei mal a Bagheera e outros. Ora me sinto quente, ora frio; ora nem quente nem frio, mas apenas furioso contra não sei que. Ah-ah! É tempo de dar minha carreira. Esta noite cruzarei as montanhas; sim darei uma corrida de primavera até os pantanais do norte, ida e volta. De muito que caço sem esforço, isto me enerva.

Como não encontrou nenhum de seus irmãos lobos para correrem juntos, Mowgly saiu sozinho, aborrecido por isso.

Assim correu ele aquela noite, ás vezes gritando, ás vezes cantando; correu até que o cheiro das flores o visou que estava próximo dos pantanais e longe, muito longe do seu Jângal. Avistou uma estrela bem baixa e olhou pelo canudo da mão.

– Pelo touro que me comprou é a flor vermelha, a flor vermelha que deixei pra trás de mim quando me mudei para a alcatéia de Seoni. Agora, que a vejo de novo, dou por fim a minha corrida.

Mowgly correu descuidadamente pela relva úmida até alcançar a cabana de onde vinha a luz.

Uns cães latiram. Ele emitiu um profundo uivo de lobo que fez os cães calarem. A porta da cabana abriu-se e uma mulher espiou no escuro. Dentro, uma criança começou a chorar.

– Dorme, disse a mulher. Foi algum chacal que uivou para os cães.

Escondido nos arbustos, mowgly tremeu. Aquela voz, ele a conhecia. Mas para melhor se certificar, gritou baixinho, surpreso de ver como a língua dos homens lhe vinha fácil:

– messua! Messua!

– Quem chama? A mulher indagou com voz trêmula.

– Nathoo! Respondeu Mowgly, pois fora esse o nome que lhe dera Messua quando o encontrou pela 1ª vez.

– Vem meu filho

Ela o acolheu, deu-lhe de beber e comer e apresentou-lhe o irmãozinho.

Cansado Mowlgy deitou-se e mergulhou em profundo sono.

Quando acordou Messua sorriu e serviu-lhe outra refeição.

Nesse instante irmão Gris chamou-o lá fora. Era hora de ir. Messua pôs-se ao lado de Mowgly humildemente ele era realmente um Deus da Jângal, mas quando o viu abrir a porta para sair, a mãe que havia dentro dela a fez abraça-lo várias vezes

– Volta outra vez, repetiu Messua. De dia ou de noite, esta casa estará sempre de porta aberta pra ti.

A garganta de Mowgly aperto-se. Sua voz parecia como que arrancada à força quando respondeu: Sim, voltarei!

-E agora, murmurou depois que saiu, tenho minhas contas a ajustar contigo, irmã Gris. Por que vós 4 não viestes quando vos chamei, há tanto tempo?

– Tanto tempo? Foi ontem, eu... nós estávamos cantado no Jângal os novos cantos, porque o tempo das falas novas é chegado. Não te lembras?

-É verdade, é verdade...

E logo depois dos cantos, segui teu rastro. Passei à frente dos outros e vim até aqui. Mas, ó irmãozinho, que te aconteceu que estás de novo comendo e dormindo na alcatéia dos homens?

Se tivesses vindo quando te chamei, isto nunca se daria, respondeu Mowgly, apressando o passo.

E agora como será?

Perguntou o lobo.

Mowgly ia responder, quando uma mocinha trajada de branco surgiu no caminho que levava

à aldeia. Mowgly segui-a com os olhos por entre os talos de milho até que seu vulto se perdeu ao longe.

-E agora? Agora não sei... respondeu finalmente, suspirando. Porque não vieste quando te chamei?

Nós te seguimos, murmurou o lobo. Nó te seguimos sempre, exceto no tempo das falas novas.

-E me seguireis na alcatéia dos homens também?

-Não o fizemos na noite em que os de Seoni te expulsaram do bando? Quem te despertou quando dormias nas roças?

-Sim, mas me seguireis de novo

– Não te segui eu esta noite?

– Mas me seguireis sempre, sempre, sempre e outra vez, outra vez e outra vez, irmão Gris?

O lobo calou-se por uns instante. Quando abriu a boca foi para dizer a si próprio:

-A pantera negra falou verdade...

E disse que...

... que o homem volta sempre para o homem, no fim Raksha , nossa mãe, também disse.

E Akelá também na noite do ataque dos Dholes, acrescentou Mowgly.

E também Kaa, a serpente da rocha, que possui mais sabedoria do que todos nós.

-E tu irmão gris, que disses tu?

Eles já te expulsaram uma vez. Eles te feriram nos lábios com pedra. Eles mandaram Buldeo matar-te. Eles queriam lançar-te na flor vermelha. Tu e não eu , disseste que eles eram muito maus e insensatos. Tu, e não eu, eu sigo meu próprio povo, foste admitido no Jângal por causa deles. Tu, não eu compuseste cantos contra eles, ainda mais amargos que os nossos contra cães vermelhos.

– Pára! Que estás dizendo?

O lobo gris ficou uns instante calado, depois falou:

– Filhote de homem, senhor da Jângal, filho de Raksha, meu irmão de caverna: embora eu fraqueie nas primaveras, o teu caminho é o meu caminho, o teu antro é o meu antro, a tua caça é a minha caça e a tua luta de morte é a minha luta de morte. Falo por mi e pelos outros 3. Mas que irás dizer ao Jângal?

Bem pensado. Vai e reune o conselho na Roca, que quero dizer a todos o que tenho no coração, mas talvez não compareçam: no tempo das falas novas todos esquecem de mim...

– Só isso? Perguntou o lobo Gris, pondo -se em marcha.

Em qualquer outra estação aquela novidade teria reunido na Roca o povo inteiro do Jângal; mas era o tempo das falas novas e andavam todos dispersos, caçando, matando. Para um e para outro, corria o lobo Gris com a nova:

– O senhor do Jângal volta para os homens! Vamos a Roca do Conselho!

E ruidosos e felizes os animais respondiam:

– Retornará nos calores de verão. Vem cantar conosco.

– Mas o senhor do Jângal volta para os homens, repetia.

– E daí! O tempo das falas novas perde alguma coisa com isso?

Desse modo, quando Mowgly, de coração pesado chegou à Roca, onde anos atrás fora trazido ao conselho, apenas encontrou lobos irmãos, Baloo, que já estava quase cego e a pesada Kaa enrodilhada sobre a pedra de Akelá, ainda vaga.

– Termina então aqui o teu caminho, homenzinho? Perguntou a serpente, logo que Mowgly se sentou. Grita o teu grito! Somos do mesmo sangue, eu e tu, homens e serpentes!

– Porque não morri nas garras dos dholes, gemeu Mowgly. Minha força esvaiu- se e não foi veneno. Dia e noite ouço um passo duplo no meu caminho. Quando volto a cabeça sinto que alguém se esconde atrás de mim. Procuro por toda parte atrás dos troncos, atrás das pedras, e não encontro ninguém. Chamo e não tenho resposta, mas sinto que alguém me ouve e se guarda de responder. Se me deito, não consigo descanso. Corria corrida da primavera e não sosseguei.

Banho-me e não me refresco. O caçar enfada-me. A flor vermelha está a ferver em meu sangue.

Meus ossos viraram água. Não sei o que...

– Para que falar? Observou Baloo. Akelá disse que Mowgly levaria Mowgly para a alcatéia dos homens outra vez. Também eu o disse, mas que ouve Baloo? Bagheera, onde está Bagheera esta noite? Ela também sabe disso, é da lei.

– Quando nos encontramos nas Tocas Frias, homenzinho, eu já o sabia, acrescentou Kaa..

Homem vai para homens, embora o Jângal não o expulse.

– A Jângal não me expulsa, então? Sussurou Mowgly.

O irmão Gris e os outros 3 uivaram furiosamente:

– Enquanto vivermos ninguém ousará...

Mas Baloo interrompeu:

– Eu ensinei-lhe a lei, disse. A mim cabe falar, embora meus olhos não vejam a pedra que está perto, enxergam tudo que está longe. Rãzinha, toma teu trilho, faz teu ninho com esposa do teu próprio sangue e de tua raça; mas quando necessitares pata, olho ou dente, lembra-te, senhor do Jângal, que todo o Jângal acudirá o teu apelo.

– Também o Jângal médio estará contigo , disse Kaa. Falo por um povo muito numeroso.

– Ai de mim! Exclamou Mowgly em soluços. Eu não sei o que sei! Não vou, não vou, não quero ir, mas sinto-me arrastado por ambos os pés. Como poderei deixar de viver estas noites do Jângal?

– Ergue os olhos, irmãozinho, disse Baloo. Não há mal nisso. Quando o mel está comido, abandonamos os favos.

– Depois que soltamos a pele velha, não podemos vestir de novo, ajuntou Kaa. É da lei.

– Ouve querido de todos nós, disse Ballo. Não há aqui, nem haverá, palavra que te detenha entre nós. Ergue os olhos! Quem ousará interpelar o senhor do Jângal? Eu te vi brincando no pedregulho, lá embaixo, quando não passava de pequenina rã; e Bagheera, que te comprou pelo preço de um touro gordo, viu-te também. Daquela noite do “ Olhai, olhai bem ó lobos!”, só ela e eu restamos de testemunhas; Raksha, tua mãe adotiva, está morta, teu pai adotivo está morto; a velha alcatéia daquele tempo não existe; tu sabes o fim que teve Shere-Kahn e viste Akelá acabar entre os dholes, que nos teriam destruído se não fosses tu. Só vejo ossos, velhos ossos.

Hoje não é o filhote de homem que pede licença a sua alcateia, é o senhor do Jângal que resolve mudar de caminho. Quem pedirá contas ao homem do que ele quer ou faz?

– Bagheera e o touro que me comprou! Respondeu Mowgly. Eu jamais...

Suas palavras foram interrompidas por um rumor nas moitas próximas. Lépida, forte e terrível como sempre, Bagheera acabava de saltar para dentro do grupo.

– Pelo que acabas de dizer, disse ela, estirando o corpo, não vim. Andei em caçada longa, mas agora ele está morto na relva, um touro de 2 anos, o touro que te vai libertar, irmãozinho!

Todas as dívidas assim ficam pagas. Além disso, minha palavra é a palavra de Baloo.

A pantera lambeu os pés de Mowgly.

– Lembra-te que Bagheera te ama, disse ela por fim, retirando-se num salto. No sopé da colina entreparou e gritou: Boas caçadas em teu novo caminho, senhor da Jângal! Lembra-te sempre que Bagheera te ama.

– Tu a ouviste, murmurou Baloo. Nada mais há a dizer. Vai agora, mas antes vem a mim.

Vem a mim, ó sábia rãzinha!

– É difícil arrancar a pele, murmurou Kaa, enquanto Mowgly rompia em soluços com a cabeça junto ao coração de urso cego, que tentava lamber-lhe os pés.

– As estrelas desmaiam, concluiu o lobo Gris, de olhos erguidos para o céu. Onde me aninharei doravante? Porque agora os caminhos são novos...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Reabre a Alcatéia Tupandi, após 3 anos embernando os lobos acordaram. Uma bela cerimônia foi feita para  marcar os primeiros promessados de 2013.
São eles:





segunda-feira, 15 de abril de 2013



Data: 20.04.2013
Horário: 14h
Local: Praça Saldanha Marinho

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14h Abertura
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Programação do 24º G.E SOCEPE
- Parede de Escalada

Programação do 47º G.E Tupanciguara
- Oficina de Primeiros Socorros
- Montagem de Miniaturas

Programação do 94º G.E Melvin Jones
- Jogos Diversos

Programação do 116º GEARAS
14h - ABOA 
14h30min - Jogo ou Canção quebra gelo (a definir) 
14h40min - Base 1: Confecção de aviões 
15h20min - Base 2: Jogo de tira ao alvo com os aviões produzidos 
16h - Lanche coletivo 
16h20min - Base 3: Solução de mensagens (codificadas) sobre a história do Escotismo do Ar 
17h - Base 4: Jogo do Avião Humano 
17h30min - Base 5: Quizz sobre o Escotismo do Ar 
18h - EBOA
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18h Encerramento
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domingo, 6 de janeiro de 2013

Encargos de Patrulha


Você sabe o que é e o que faz um almoxarife? E um aguadeiro? Sabe qual a função do mestre de campo? Pois saiba que estas são funções importantes dentro de uma patrulha escoteira. (lembrando que quando digo “escoteiro” me refiro a todos os ramos que se enquadram). Além destas, existem outros encargos de igual importância para um bom funcionamento do Sistema de Patrulha. São eles, conforme Regra 071 do POR (Princípios, Organização e Regras) da União dos Escoteiros do Brasil:

Na sede
Monitor – É o líder eleito pela Patrulha e nomeado pelos escotistas da Tropa, é o elo entre a chefia e a patrulha.
Submonitor – O braço direito do monitor e por este motivo deve ser indicado por ele, em acordo com a patrulha.
Almoxarife – É o responsável pela caixa da patrulha, onde se guardam ferramentas, lonas, barracas, cordas e etc. Também pela manutenção das ferramentas e solicitação de aquisição na falta de algum material.
Secretário – Cuida do livro da patrulha onde consta o histórico e suas recordações. E encarregado da entrega das autorizações e avisos à patrulha.
Tesoureiro – É o responsável pelo cofre da patrulha, arrecadação de fundos e do controle das compras.
Administrador – Junto com o Tesoureiro são responsáveis pelos gastos da patrulha.
Bibliotecário – Cuida da biblioteca (livros, manuais, guias), do blog e do mural da patrulha.
Recreacionista – Faz atividades para a patrulha, sugere jogos e atividades e busca novidades para a chefia.
Outros podem ser sugeridos conforme a necessidade de cada patrulha.
No campo
Além do monitor, submonitor e almoxarife, também há:
Almoxarife – Segue as funções da sede, mantendo o material organizado;
Intendente – Este deve atentar aos mantimentos da patrulha, deixando-os protegidos e organizados, assim como responder ao apito da chefia (um silvo longo) para recebimento de material.
Cozinheiro – Prepara as refeições e previamente o cardápio e a lista de mantimentos.
Auxiliar de cozinha – Encarregado em manter limpa e organizada a cozinha e auxiliar o cozinheiro quando necessário.
Sanitarista – É responsável pela construção e limpeza do banheiro, fossa e latrina.
Aguadeiro – Cuida do abastecimento de água para a patrulha, inclusive para preparar alimentos. (busca, traz, vê se esta limpa, etc.).
Lenhador – responsável por não deixar faltar lenha para a fogueira e principalmente, para a cozinha, é o único que tem permissão para entrar no canto do lenhador.
Socorrista – Este deve ter pleno conhecimento de primeiros socorros e deve manter o kit (caixa) de primeiros socorros organizada, verificando se precisa repor algo. É uma função que exige bastante responsabilidade.
Assim como na sede outros encargos podem ser criados conforme a necessidade.
O Monitor é responsável pela administração, disciplina, treinamento e escolha das atividades de sua Patrulha. Preside o Conselho de Patrulha e transmite aos companheiros os conhecimentos, habilidades e técnicas escoteiras. O Submonitor auxiliará e tomará parte destas responsabilidades, bem como comandará a patrulha quando o Monitor não estiver presente. Ambos deverão suprir a falta de algum patrulheiro cumprindo com o encargo e as tarefas que eram a ele designado.
Cada escoteiro da Tropa deverá ter ao menos um cargo que foi designado no Conselho de Patrulha e que desempenhará por aproximadamente seis meses ou de acordo com a vontade da patrulha (pode ser mudado a cada acampamento), para ter rotatividade e todos ocuparem os melhores encargos.
Imagine a patrulha como um time de futebol, onde cada jogador sabe a posição e função a cumprir da melhor maneira possível. E quanto mais cada um se empenha, melhor será o resultado da equipe. Todos fazendo seu melhor possível tenho certeza que a “máquina” chamada patrulha funcionará perfeitamente.
Sempre Alerta!