sábado, 24 de março de 2012

Hoje dia 24.03.2012, a Tropa Escoteira Tiaraju realizou preparativos para o Bivaque com o tema "Técnicas Mateiras" que ocorrerá amanhã 25.03.2012 em Itaara - RS. A atividade iniciou as 14h30 com o IBOA, no ato foi entregue a todas as patrulhas o tecido feutro para confecção dos distintivos de patrulha e a Patrulha Lobo foi entregue o Troféu de 1º Lugar pela merecida atuação no sábado anterior onde a conquistou 90 pontos seguida da Patrulha Águia com 60 pontos e Búfalo com 10 pontos. As meninas da Lobo estão de parabéns pela notória organização e espírito escoteiro demonstrado nas atividades. Logo em seguida um quebra gelo, foram dois jogos - Soe o apito e encha o balde, ambos vencidos pela Patrulla Lobo, houve um empate com a patrulha Águia no último jogo, mas ambas pontuaram. Recebemos a visita de escoteiros de Tapejara, que estão residindo em Santa Maria a três meses. O Chefe Cristiano e a Tropa Tiaraju deram a boas vindas e logo em seguida saíram em disparada para uma manutenção da sede, pois a mesma estava bastante suja. Finalizada a manutenção deu-se início a inspeção dos cantos de patrulha, seguida da inspeção nas caixas de primeiros socorros, inspeção esta demonstrou um nível elevado na manutenção e também no empenho para reunir itens que compõem a caixa. Pontuou-se também a confecção do cardápio para o bivaque, levando-se em conta a variedade dos itens apresentados. A seqüência na pontuação será amanhã onde serão incluídas na avaliação as técnicas de preparo e higiene no local das refeições. O Chefe Milton ensinou a tropa alguns nós escoteiros, e explicou as suas aplicações. Ao fora de forma, o Monitor Gabriel da Patrulha Águia e a escoteira Carolayne da Patrulha Lobo, devidamente trajados apresentaram a todos a especialidade de Dança Nível 2. Quase ao final da atividade, reunimos todos para acertar as caronas e também os itens individuais que deveram levar amanhã, pois haverá uma jornada a pé até o local, alguns cuidados deveram ser tomados. Soa o apito, mais um final de atividade se aproxima. Em ferradura foi entregue à escoteira Ana Paula o lenço da Tupanciguara, seguida da sua renovação de promessa. Entregue também o Troféu de Patrulha Destaque, mais uma vez conquistado pela Patrulha Lobo. Houve mudança nas Patrulhas, o escoteiro Luciano da Patrulha Búfalo a convite foi para a Patrulha Lobo. 


Confira abaixo a pontuação entre as patrulhas: 
Lobo: 90 + 80 pontos = 170 pontos 
Águia: 60 + 40 pontos = 100 pontos 
Búfalo: 10 + 50 pontos = 60 pontos 

Sempre Alerta!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Hoje dia 03.03.2012 o 47º G.E. Tupanciguara, deu início as atividades para o ano de 2012. Dia de reencontro, dia de festa, o pátio está diferente, bem mais limpo, o saguão também recebeu atenção especial, todos capricharam na limpeza e manutenção dos cantos das patrulhas.
O pessoal está chegando, e com eles doces, salgados e refrigerantes. Realmente a sensação de rever amigos é algo inexplicável, alguns conseguem descrever como saudade, outros apenas sorriem.  Mas o local é mágico, cheio de mística e recordações, não estamos sozinhos,  são 60 anos de histórias e de reencontros. O apito soa 3 vezes, O escoteiro Luciano, nosso irmão da Melvin, é o primeiro a entrar em forma, alerta e atento a tudo, olha pra mim e diz, Chefe, lembro do senhor lá no grupo, ensinou a gente a purificar a água. Sorri pra ele e disse “Seja bem vindo”. O Chefe Milton fez as Honras, conduziu o primeiro hasteamento do ano. Cerimônia rápida, pois o sol estava bem forte, a grama e o chão bastante úmidos, aumentando a sensação térmica. O Sênior Elbio fez a primeira oração. Após o fora de forma, o comando das patrulhas ficou com os monitores. Loco em seguida o chefe Guto aplicou um jogo Quebra Gelo,  uma espécie de luta grego romana. Dividiu por faixa etária criando categorias, as meninas ficaram na torcida. Final de jogo, 3 silvos de apitos reúnem novamente a tropa. O local eram os cantos de patrulhas. Manutenção dos cantos e limpeza do saguão. Uma reunião com os monitores foi feita, nela foi solicitado que os mesmos separassem os troféus e lembranças  que gostariam de expor na parede, pois os mesmos estão todos em caixas. Sábado que vem será o dia para o inicio da recolocação dos quadros nas paredes. Pediu-se também aos monitores que combinassem entre eles qual seria a 1º patrulha de serviço. Após reunião foiçou da seguinte forma, Patrulha Gavião, Patrulha Bufálo e Patrulha Águia. Sucessivamente será desta forma durante o ano. São as primeiras tarefas da patrulha de serviço, preparar as bandeiras para o hasteamento,  e deixar o saguão limpo e organizado.
Ao final da tarefa os monitores e suas patrulhas tiveram tempo livre. As 17h00 iniciou-se a cerimônia que daria inicio aos festejos. Estava faltando alguém, 3 silvos de apito “Chefe Cristiano”, como sempre ligado em 400w, botou todo mundo em forma, recrutou os pais e deu inicio as comemorações. Após um período de quase 6 meses finalmente o escoteiro Alexandre “Gigante” como é conhecido por todos;  trouxe consigo, seu pai, sua mãe e suas duas irmãs , com certeza foi um momento muito importante para ele. Finalmente realizou sua promessa, segundo seu pai ele decorou tudo, estava nervoso e com medo de esquecer algo, foram meses de preparação, mas o Chefe Cristiano o conduziu muito bem, como sempre, já era de se esperar,  vindo do chefe Cristiano, teríamos muito mais que uma surpresa, foram várias, uma delas foi a entrega do lenço da Tupanciguara e renovação de promessa do escoteiro Leonardo, em seguida da Chefe Aline, ambos do 68º Imembuí, a pedido do próprio Chefe Cristiano, o Chefe Milton realizou a sua cerimônia de renovação de promessa, em seguida, os Chefes, Cristiano, Aline e Milton, realizaram as cerimônias de renovação de promessa de todos os presentes. Ao final da cerimônia, foi feita uma foto coletiva com todos os presentes, pais, irmãos e escoteiros. Todos olhando para a direita, todos olhando para esquerda e algumas de frente. Quatro máquinas foram utilizadas, mas casualmente a melhor foto foi da menor câmera. Esta foto vai para a parede, disse o chefe Milton. As famílias reunidas os comes e bebes foram feitos no pátio, a sombra estava boa e o calor mais ameno. O improviso encarregou-se de acomodar a todos.  O pai do Luciano veio buscá-lo, desavisado da festa, rapidamente foi convencido a ficar e saborear uns quitutes. Pelo visto gostou da recepção, pois ficou um bom tempo conosco. Ficamos felizes por ele e pelo Luciano, mais uma vez sejam bem vindos. Que o Gigante tenha muitas outras boas recordações, que os monitores entendam que a história da Tupanciguara não foi escrita somente com palavras, mas com recordações, com a sensibilidade, com o sentir os sons, com o reviver da história e com zelo pelas coisas que outros antes de nós conquistaram.  Que as paredes da Tupanciguara também contem a história e que as patrulhas de serviço compreendam que não estão só trabalhando na manutenção, mas que são guardiões de lembranças, pois estas não são facilmente perdidas. Uma grande família, um recomeço, um renascimento. Esse foi o resumo do nosso 60º Reencontro. Que sejamos felizes e repletos de realizações.
Sempre Alerta!


domingo, 4 de março de 2012

A CORTE DE HONRA - PARTE 1

A Corte de Honra pode ser constituída de vários modos, mas, seja qual for a sua composição, uma vez constituída, deve ser o órgão mais importante da tropa.

Desde que o Escotismo começou, muito tem evoluído a Corte de Honra. No princípio era um órgão destinado a decidir sobre punições, a dar recompensas e a tratar de assuntos importantes ligados à continuidade da Tropa. Mas os Chefes Escoteiros julgaram necessário ter, lado a lado com a Corte de Honra, um Conselho de Monitores, ou de Monitores e Submonitores, para cuidar dos assuntos de rotina e resolvê-los. Certo tempo depois a todos pareceu desnecessário ter dois órgãos separados, cujas funções se sobrepunham em grande parte, e que, se reunidos, tornariam mais fácil o governo da tropa. Assim se deu a última e mais útil evolução da Corte de Honra.
A Corte é quase sempre formada pelos Monitores e Submonitores, com o Chefe Escoteiro na presidência. Pode também ser constituída só pelos Monitores, ou por todos os Monitores com 
alguns Submonitores selecionados, ou então formada por todos os Graduados, com mais alguns Escoteiros especialmente eleitos em cada Patrulha.
Habitualmente é útil ter o Chefe Escoteiro como presidente, mas nalguns casos a presidência é dada a um Monitor, e o Chefe Escoteiro não estará presente. Porém é bom lembrar que mesmo nesses casos o Chefe Escoteiro é o único responsável pela Tropa, perante os pais e o público.
A Corte se reúne para exercer dois poderes: - o poder executivo e o poder judiciário.
Como órgão executivo (o Conselho dos Monitores) deve se reunir semanalmente, mesmo que seja só por cinco minutos para despachar os assuntos ordinários da Tropa.
Um rapaz é designado secretário e deve fazer as atas. As atas são lidas e assinadas, e depois, cada Monitor faz um breve relatório das atividades e ocupações de sua Patrulha durante a semana. Se o Monitor não pode comparecer, avisa a seu Submonitor com antecedência, e este faz o relatório. Torna-se desnecessário o relatório verbal se é usado um impresso para Relatório de Patrulha, que poderá ser lido pelo presidente da Corte de Honra fora da reunião.
A seguir, a Corte de Honra trata das questões referentes à próxima semana, competições de Patrulha, acampamento de verão, futebol ou basquetebol, exames de Especialidades, instrução técnica, visitas inter-patrulhas, mensalidades da Tropa e muitas outras coisas. 
Se o Chefe Escoteiro tem que dar qualquer aviso, deve fazê-lo nesta ocasião, e os monitores poderão informar depois a suas respectivas Patrulhas.
Qualquer membro da Corte de Honra tem o direto de fazer ao Chefe Escoteiro a pergunta que quiser, exceto perguntas que sejam uma quebra da Lei Escoteira.
A livre discussão na Corte de Honra deve ser calorosamente estimulada. Em nenhum outro momento o Chefe Escoteiro tem melhor oportunidade de entrar em contato com os verdadeiros sentimentos e aspirações dos seus rapazes.
Alguns Chefes dizem que suas Patrulhas só se encontram uma noite por semana e que portanto não há tempo para reunir a Corte de Honra. Isto é um erro. Suponhamos que a Tropa se reuna nas terças-feiras das 7,30 às 9 horas da noite. Às 8,50 dá-se o debandar às Patrulhas e todos irão para casa, exceto os Membros da Corte de Honra, que permanecerão na sede. Se procedermos assim, todos os membros da Tropa terão ainda maior consideração pela Corte de Honra.
Mas a Corte de Honra também pode se reunir como poder judiciário.
Sua constituição, para esta finalidade, pode permanecer exatamente igual ou ser ligeiramente alterada. Algumas Corte, quando se reúnem como poder judiciário, formam um espécie de conselho dos mais antigos, composto do Chefe Escoteiro e de dois ou três Monitores especialmente selecionados. Aliás, sempre se deve tomar cuidado, quando qualquer membro da Tropa está em julgamento, para não haver quebra de hierarquia, convidando a se retirar todo aquele que for mais novo que ele, isto é, o de graduação mais baixa ou mais novo na mesma graduação.
Só quando houver quebra da lei Escoteira a Corte de Honra se reúne como poder judiciário. Portanto numa boa Tropa não deve haver mais que duas ou três reuniões desse tipo por ano. Nas Cortes de Honra de caráter judiciário qualquer veredito deve figurar como decisão global da Corte e seus membros devem fazer ponto de honra em não discutir depois o voto ou a opinião emitidos durante a reunião por qualquer dos membros da Corte.
A maior vantagem da Corte de Honra administrativa ou judiciária é estimular, no mais alto grau, o Sistema de Patrulhas e incrementar o espirito de patrulha. Cada Monitor sabe muito bem que é o responsável pela sua Patrulha, mas só sente com clareza esta responsabilidade no momento em que está numa reunião da Corte de Honra. Naquele instante ele deve não só relatar o que sua Patrulha esta fazendo como também explicar o desleixo, o desinteresse ou a falta de comparecimento de qualquer um dos seus rapazes. Alguém pode perguntar, por exemplo, por que um dos seus escoteiros, que já usa a estrela de um ano de atividade, ainda não ganhou nenhum distintivo de Especialidade, ou nem mesmo o distintivo de trilha. Alguém pode perguntar se Antônio da Silva, que ontem quebrou o braço, está em casa ou no hospital, e se no hospital, quais os dias de visita.
Será útil para o Chefe Escoteiro que vai começar a usar a Corte de Honra, redigir uma ‘Constituição” simples, definindo e regulamentando os poderes e deveres da Corte, que, lida e aprovada na primeira reunião, será transcrita no livro de atas. Não será prudente dar à Corte o poder de expulsar um Escoteiro, exceto se os Monitores são rapazes mais velhos, com compreensão perfeita dos objetivos e ideais do movimento. Se ficar consignado que o Chefe Escoteiro tem o poder de veto sobre qualquer decisão da Corte, é quase certo que ele nunca precisará usá-lo.