quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O CONSELHO DE PATRULHA - PARTE 2

       O Conselho de Patrulha é a reunião de todos os integrantes da patrulha, para discutir e tomar decisões sobre aqueles temas que são do interesse de todos. Nestas reuniões se tratam de tema importantes como as atividades que a patrulha vai realizar durante um ciclo de programa e as atividades que vai propor na Assembléia de Tropa para que seja realizada por toda a tropa Escoteiro. Também avaliam as atividades que a patrulha tem realizado, compartilham os comentários que cada escoteiro pode fazer a seus demais companheiros (para ajudar na avaliação de sua progressão pessoal), elegem monitor e aprovam o sub-monitor, distribuem os encargos e avaliar o que se tem feito, quem assumiu esses cargos e a administração dos recursos da patrulha. É importante que esta reunião se faça num local cômodo e tranqüilo, sem ruídos nem distrações, para que todos possam falar e escutar. Como só tratam certos temas, esta reunião se realiza cada vez que a patrulha ache necessário, porém não a todo momento. 
       O Conselho é presidido pelo Monitor, porém isso não quer dizer que é a única pessoa que fala ou que só ela decide ou ainda que ela que traz os temas que vão decidir; sua função é coordenar as discussões para que todos tenham a oportunidade de expressar-se. Por isso é importante que, antes da realização de um Conselho, todos os membros da patrulha conheçam os temas que irão tratar e recebam uma pauta prévia que os ajude a preparar-se para a discussão. A esta pauta se chama "ordem do dia".

       Que notas se devem anotar em cada Conselho Cada patrulha decide o que escrever no livro da patrulha, mas quando se tratar de anotar sobre o assunto ocorrido durante o Conselho de Patrulha é bom que não se esqueçam algumas questões básicas:

  • A data e o lugar da reunião;
  • O nome dos escoteiros presentes e ausentes;
  • Os temas que efetivamente foram tratados e as decisões que foram tomadas;
  • As tarefas designadas e os responsáveis por executá-Ias;
  • A assinatura de todos os presentes.

Teste da organização da Patrulha Em sua patrulha ...
  • Tem um livro de patrulha atualizado?
  • Nomearam um secretário de patrulha?
  • Conhecem, antes da realização do conselho de patrulha, os temas que serão tratados?
  • O monitor, o secretário ou outro membro da patrulha toma nota durante os conselhos de patrulha? 
  • O preparam com antecedência os temas que serão tratados no Conselho de Patrulha?
Lembre que o que acontece na sua patrulha depende
também de você... exerça seu direito a opinar e ajude
para que seus companheiros também o façam .


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O CONSELHO DE PATRULHA - PARTE 1

Semanalmente serão postadas dicas para os monitores e suas patrulhas, esta será a primeira de muitas publicações aos monitores e suas patrulhas. Boa leitura e Sempre Alerta!

É excelente que cada patrulha tenha seu “Conselho de Patrulha”, constituído por todos os seus membros e sob a presidência do Monitor. Nalgumas patrulhas há o costume de se reunirem todos, nos domingos, à tarde, na casa de um dos seus membros, para tomarem juntos um chá, um café com leite, um sorvete ou uma merenda. Isto significa que cada um dos membros de uma patrulha de sete escoteiros, de sete em sete domingos convida e recebe em sua casa os seus seis irmãos Ursos. Após a merenda e antes de voltarem para suas casa ou saírem para algum programa combinado, há uma ótima oportunidade para reunir o Conselho de Patrulhas. Também nos domingos, antes ou depois dos deveres religiosos de cada um, e em outros momentos semelhantes, há ocasiões que podem ser bem aproveitadas para a reunião.
O principal objetivo desse Conselho é por o Monitor em contato com os desejos e aspirações dos escoteiros que dirige, para que possa agir, tanto quanto possível, de acordo com eles. O Monitor tem um lugar na Corte de Honra mais como representante de sua patrulha do que para expressar seus pontos de vista pessoais. Já foi dito que o Chefe Escoteiro não deve impor sua vontade aos monitores com referência às especialidades que devem ser tiradas; a atitude certa é levar o assunto à decisão da Corte de Honra. Igualmente, é muito importante que o Monitor não imponha seus desejos à sua patrulha, mas que convide a patrulha a decidir sozinha em que distintivo quer se adestrar. Esta prática acaba trazendo um bom espírito de cooperação. Praticamente não há limites quanto aos assuntos que possam ser discutidos num Conselho de Patrulha. Se há uma competição interpatrulhas em que cada patrulha só pode ser representada por três escoteiros, os três devem ser escolhidos pelo Conselho. Se se pensar em fazer “Boas Ações de Patrulha”, também serão combinadas e decididas em reunião do conselho. Os problemas de comparecimento irregular de um membro, de novos aspirantes, de acampamento da patrulha ou de visitas inter patrulhas, serão aí completamente solucionados. Nalguns casos as patrulhas organizam debates, têm o seu próprio regulamento especial, dirigem sua própria cantina. Há uma patrulha isolada numa aldeia do norte do país de Galles que conquistou uma excelente reputação devido ao escotismo esforçado e ativo que pratica já há 4 ou 5 anos. Cada patrulha (devemos sempre nos lembrar) é sob muitos aspectos uma patrulha isolada, isto é, uma comunidade autônoma, auto-suficiente e confiante em si mesma, que vai por este mundo afora procurando oportunidades para cumprir o dever para com Deus e a Pátria, ajudar o próximo em qualquer ocasião e obedecer os dez artigos da Lei Escoteira. Mas a patrulha compreende facilmente que é impossível ajudar o próximo em todas as ocasiões se não souber como ajudá-lo, e por isso dedica muito tempo à aquisição de conhecimentos técnicos.