sábado, 29 de setembro de 2012

Material de Tropa e de Patrulha


Material da Tropa

Pesquisando na internet encontrei uma lista de materiais para Patrulhas e Tropa, chamada de “Lista de Material que uma Patrulha idealmente deveria possuir”. Achei muito interessante as sugestões que incluem material para jogos, fogo de conselho e canto da patrulha, algumas sugestões se aplicam tanto para tropas quanto para a alcateia, mesmo que os lobinhos não necessitam de material de campo, a lista prevê diversas atividades e possibilidades. Pois o escoteiro está sempre alerta.
Antes de colar a lista aqui, enfatizo a importância destes e a também a sua manutenção. Assim como o material de patrulha deve ser de responsabilidade do almoxarife da mesma.
Texto adaptado de Manual do Curso Regional de Guias 2004 – AEP Região de Lisboa:
Material de campo:
- Barraca para 4 a 6 pessoas com espeques. Tapete de chão e duplos tetos;
- Lampião a petróleo, a gás ou a pilhas;
- Panos impermeáveis para toldos;
- Panos de chão para resguardos e latrinas;
- Sacos de lona para transporte de material.
Utensílios:
- Dois machados com resguardo;
- Pá ou enxada;
- Picareta;
- Serra para madeira;
- Trado;
- Lima triangular;
- Pedra de afiar;
- Pedra de óleo;
- Macete de madeira ou borracha dura;
- Rolos de sisal;
-Cordas de espessuras diferentes (30~50 metros);
- Ferramentas diversas como pontas diferentes para o trado, martelo, fita métrica, alicate universal, arame, espias e cordas, formão, grosa, etc.
Material de cozinha:
- Cantina completa;
- Duas frigideiras;
- Baldes de lona ou bidões para água;
- Faca de cozinha;
- Concha;
- Escumadeira;
- Garfo de fritar;
- Duas colheres de madeira;
- Abre-latas;
- Saca-rolhas;
- Pegas;
- Varias caixas de plástico para acondicionar farinha, café, açúcar, sal, etc;
- Fogão a álcool ou gás;
- Toalha de mesa;
- Sacos de lona para transporte;
- Diversos: alguidares para lavagem, fósforos, jornais, palha-de-aço, esfregões, panos da loiça, etc.
Material de higiene e saúde:
- Papel higiênico;
- Saboneteira com sabão;
- Plástico ou lona;
- Sacos para o lixo.
Primeiros socorros:
- Bolsa, bornal ou caixa;
- Água oxigenada;
- Álcool a 70°;
- Solução de iodo;
- Desinfetante cutâneo de base alcoólico;
- Algodão, ataduras e compressas esterilizadas e simples;
- Gaze;
- Tesoura, pinça, alfinetes, agulhas e linhas;
- Suturas adesivas;
- Termômetro;
Material Técnico:
- Cartas topográficas e bolsa de proteção;
- Bússolas;
- Lápis preto e de cores;
- Prancheta de desenho, papel;
- Grelha para panorâmicas;
- Cordas e espias;
- Bandeirolas de sinalização;
- Código Morse;
- Diversos: apito, apontador, transferidor, régua de milésimos.
Material para Fogos de Conselho:
- Tecidos de cores diversas;
- Fios para fabricar barbas, bigodes e cabeleiras;
- Cartão e papel para mascaras;
- Caixa de maquiagem (batons, lápis, base, tintas faciais…);
- Caixa de costura (agulhas, linhas, botões, alfinetes…);
- Instrumentos musicais: flautas, harmônicas, tan-tan, tambor, guitarra, etc.
Material para especialização:
Exemplos
- Espeleologia – Capacetes, escadas, candeeiros…
- Montanhismo – Cordas, Pitons, martelos, piolets, mosquetões, freios…
- Mergulho – Garrafa, coletes, barbatanas, mascaras, cintos…
Material para jogos:
Este é constituído em função dos jogos que mais gostam e da idade dos participantes. Grande parte deste material também pode ser fabricada, pelos próprios elementos.
- Jogos de pista: Lápis de cores, giz, carvão, areia ou gesso, vassoura, seixos, sapatos com pregos ou bengala ferrada…
- Jogo de prisão: Bandeirolas, lenços, números de cartão ou tecido, cartolinas…
- Jogos noturnos: apitos, lanternas, bandas refletoras, relógio despertador…
- Jogos desportivos: Bolas grandes e pequenas, corda para tração, bandeirolas para marcações, rede de voleibol, tacos.
-Outros jogos: baralho, barbantes, copinhos, vendas, objetos para Kim, entre outros.
Patrimônio do canto:
- Mesa e bancos;
- Armários e prateleiras;
- Quadros;
- Arca ou Baú;
- Painel;
- Lampião;
-Velas;
-Material da mística (caixinha, vela, fósforos, livro, ata);
- Rádios;
- Varas;
- Bandeirolas;
- Diversos: Livro, material de escritório, pequenas ferramentas, recordações, prêmios…
Certamente estas são sugestões e a lista deve ser feita de acordo com a necessidade de cada patrulha/tropa/alcateia.
Sempre Alerta!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Literatura Escoteira


Alcatéia

          

Ramo Escoteiro

Ramo Sênior

    

Ramo Pioneiro

Sinais de Pista


SINAIS DE PISTA/TRILHAS

Os sinais de pistas podem mudar a rotina das caminhadas, o verdadeiro sentido dos sinais é fazer com que tenhamos um cuidado maior ao observar a natureza, vamos aprender um pouco sobre os sinais de pistas?
OBJETIVOS;
a) Deixar informações sobre um percurso de trilha.
b) Observar de forma mais atrativa a natureza.
REGRAS;

Os sinais de trilhas devem seguir uma regra especifica, já que o objetivo principal é a comunicação entre exploradores de trilhas,
a) Deve ser colocado sempre do lado direito da trilha.
b) Dever estar sempre visível.
c) Se tem vento, não usar folhas ou papel.
d) Não estar a uma altura superior a 1 metro.
e) Em encontro e cruzamentos de trilhas sempre usar o sinal “Caminho a evitar”.
f) Devem obedecer uma distancia de:
1. Em terrenos dificeis: de 2 em 2 metros.
2. Em Rochas; de 5 em 5 metros.
3. Em matas e florestas: de 20 em 20 metros.
4. Em pastos, campos: de 30 em 30 metros.

MATERIAIS PARA FAZER SINAIS
Podemos utilizar varios materias para fazer os sinais de uma trilha, dentre eles podemos citar:
a) Pedras,
b) Gravetos,
c) Troncos secos de árvores,
d) Barro batido.
e) outros
SEGUINDO UMA TRILHA
Quando se segue um trilha, o grupo precisa estar bem unido em conceitos, opniões organização e decisões pois disto depende o sucesso do grupo. neste sentindo a trilha é seguida observando os seguintes itens.
1. Ao encontrar um sinal, o grupo deve parar e chegar a uma conclusao da mensagem emitida por ele.
2. Ao passar o sinal se certificar de deixa-lo em perfeito estado para o grupo posterior.
3. Se for o ultimo grupo, desmanchar os sinais de trilhas, a menos que sejam sinais feito pelo grupo.
4. sempre ficar alguem no local do sinal até encontrar o proximo, que sendo na mata, deverá estar a 20 metros de distancia.
5. nunca se afastar do grupo ao ponto de se perderem.
BOM AGORA DEIXEMOS DE TEORIA E VAMOS AOS SINAIS.
Existem ainda outros sinais, mais estes são os principais usados pelos escoteiros.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Fogo e Fogueiras

O QUE É UMA FOGUEIRA?
a. É uma atividade mais recreativa do que recreativa.
b. É uma emoção sentida no coração e refletida no rosto.
c. É um lugar onde o fogo, o círculo de amigos, o incentivo do programa dos dirigentes, juntam-se causando um indelável impacto sobre o coração dos acampantes.
d. É a hora, quando as "gerações" se encontram num mesmo solo e o passado vive no presente e orienta os sonhos do futuro.
e. É um momento solene do dia do acampante, cujo menor detalhe, deixa duradouras impressões.

LOCAL
Na maioria dos campings, existem lugares reservados para fazer fogo. Em outros locais se precisa pedir autorização do proprietário. Escolha um local bem aberto, longe das barracas, das árvores e das moitas. Lembre-se que é proibido fazer fogo na mata ou em florestas.
Atenção: jamais acenda fogo se há vento, ou se a vegetação está muito seca.

COMO FAZER A FOGUEIRA
Após escolher o local, isole-o e limpe-o, retirando as folhas, raminhos, gravetos, musgos e capim seco, para evitar que o fogo se propague sem que você possa controlá-lo. Se o solo estiver seco, raspe-o até chegar ao ponto de ali só ter mesmo terra; se estiver molhado, construa antes uma plataforma de pedras chatas.
Procure materiais de fácil inflamação, tais como gravetos finos e bem secos, casca de árvore seca, folhas de palmeira, musgo solto, capim seco, pequenas lascas de madeira seca, madeira podre. Reúna e disponha esse material de uma forma que permita a circulação de oxigênio, pois assim o fogo arderá mais rapidamente. Deixe à mão pedaços de madeira (árvores mortas, galhos secos) cada vez maiores para adicionar à chama inicial, tomando sempre o cuidado de não abafar o fogo e extinguir a chama. Tome o cuidado de cercar a fogueira com pedras, para impedir que as brasas se espalhem e principiem incêndios.

COMO PREPARAR A FOGUEIRA
1. cave um buraco de 15 cm de profundidade por 40 cm de largura
2. forme um círculo com pedras grandes em torno do buraco e prepare um balde de água em uma pá
3. acenda o fogo no buraco com folhas e galhos secos, depois você colocar lenha maior

DICAS
Para acender o fogo, você tem que achar materiais que queimem rápido. Uma faísca deve ser suficiente. Para que isto aconteça. Pode empregar capim e folhas secas, pinhas quebradas e pequenos galhos secos.
Obter lenha pequena
A melhor lenha são os galhos mortos no chão. Mesmo se estiver úmida, queimará melhor que lenha verde.
A escolha da lenha 
A madeira dura queima bem, dá muito calor e bonitas brasas que ficam vermelhas por muito tempo. A lenha mais mole queima muito ligeiro (se consome mais rápido) e produz chamas mais altas.

COMO ACENDER UMA FOGUEIRA SEM FÓSFOROS
Utilizando madeira podre, fibras vegetais, corda, ramagens secas, tiras finas de casca de árvore, madeira pulverizada bem seca, fios de pano, gaze para curativos, penas finas de pássaros ou ninhos de passarinho ou de ratos campestres prepare uma mecha (ou isca) e acenda-a utilizando um destes métodos:

Este é o método é eficaz de fazer fogo sem o auxílio de fósforos. Para isto, utilize a pederneira (pedra dura). Se você não dispuser de pederneira, veja se arranja um fragmento de rocha bem dura, com o qual possa produzir faíscas. 
Se o fragmento quebrar-se ou até deixar riscar com demasiada facilidade quando atingido pelo aço, jogue-o fora e arranje outro pedaço. Aproxime as mãos prontas para bater na pederneira, por cima e bem próximas à isca, que deverá estar perfeitamente seca. Com a lâmina da faca ou um pequeno pedaço de aço, fira a pederneira em movimentos rápidos, de cima para baixo de modo que as faíscas produzidas caiam bem ao centro da isca.
Juntando-se à isca umas poucas gotas de gasolina, antes de deflagrar as faíscas, a ignição da isca será facilitada.
Uma vez acesa a isca, abane-a suavemente até surgir uma chama. Leve então a isca incendiada até o ponto onde deverá ter princípio a fogueira, ou então vá ajuntando gravetos e pequenas iscas de madeira seca sobre a isca até que a fogueira pegue definitivamente.
Lente
Qualquer lente convexa de uns 5cm ou mais de diâmetro pode ser usada, com Sol brilhante, para concentrar os seus raios sobre a isca e acendê-la.

Atrito
Muitos são os métodos de produzir fogo pelo atrito (arco, ranhura ou estria, tira de couro, etc.). Se o método escolhido for o da ranhura, corra o pauzinho para cima e para baixo no sulco (ranhura), acelerando o ritmo até obter fogo na isca, mas todos esses métodos requerem muita prática. Se você conhece bem um desses métodos, não deixe de usá-lo, mas não esqueçam que a pederneira (pedra dura) e o aço dar-lhe-ão os mesmos bons resultados, com menos trabalho.
Com uma Correia
Você poderá ainda obter fogo usando uma correia de fibra seca e forte, esfregando-a com um movimento contínuo que deverá ser aumentando em ritmo progressivo. O atrito produzirá o calor suficiente para a isca pegar fogo.
Bomba de Atrito
Outro método pouco usado é através de uma Bomba de Atrito.
Você poderá construir sua Bomba de Atrito em apenas algumas horas de atividade, certamente você se surpreendera com o resultado, alem de ser uma ferramenta muito útil nos acampamentos, é uma excelente atividade.
Repare nas fotos que a um peso na ponta da Bomba de Atrito, quanto maior o peso, maior será o atrito produzido.
Para entender melhor, assista  estes vídeos.
Conselhos Úteis 
Não desperdice os seus fósforos procurando acender uma fogueira mal preparada.  Não sendo necessário, não acenda fogueiras aqui, ali e acolá, economize o combustível.
Experimente todos os métodos primitivos de fazer fogo e procure tornar-se eficiente em pelo menos um deles, antes que se acabem os seus fósforos.
Traga  sempre consigo um pouco de material de “isca”, bem resguardado da umidade, dentro de um saquinho impermeável ou de um receptáculo hermeticamente fechado. Nos dias secos e de sol quente, exponha as iscas aos raios solares.
Um pouco de carvão vegetal,  pulverizado, adicionado a isca, fará com que pegue fogo com mais rapidez.
Não perca oportunidade de ajuntar iscas onde quer que encontre.
Mantenha a lenha para a fogueira bem abrigada da umidade.
Aproveite o calor do fogo já armado  para secar a lenha úmida.
Poupe algumas das suas melhores iscas e alguma lenha para rapidamente acender nova fogueira, pela manhã. 
Para rachar pedaços mais grossos (ou pequenas toras) de madeira dura, corte pedaços em forma de cunha e crave essas cunhas na casca das toras com uma pedra ou pedaço de pau pesado (uma clava), a lenha rachada queima com mais facilidade.
Para que uma fogueira dure a noite toda, ponha toras grandes em cima de modo que o fogo queime até o miolo da madeira.
Uma vez formada a camada bem rica de brasas vivas, cubra-as levemente com cinza e por cima da cinza ponha terra seca. Pela manhã o fogo estará ainda aceso.
O fogo pode ser transportado de um local para outro, sob a forma de pedaços incendiados de madeira em decomposição, de “palha” de coco, ou de brasas de bom tamanho. Coloque o material incendiado, ou em brasas, sob a nova fogueira, e abane ou sopre, até pegar fogo.
Não desperdice material combustível. Utilize somente o que for necessário para começar e  manter acesa a fogueira. Quando abandonar o local do acampamento, apague cuidadosamente a fogueira.
Nos trópicos, a madeira para fazer fogo é abundante. Mesmo que esteja molhada por fora, o interior estará suficientemente seco (isto em se tratando de tronco morto) para queimar.
Nas zonas com palmeiras, você poderá arranjar bom material para isca se fizer uso das fibras dos talos das folhas de palmeira.
O material encontrado dentro dos ninhos de cupim e a própria “casa” dos mesmos, na parte inferior, constitui um bom material para fogueira.
Folhas verdes, atiradas ao fogo, provocam uma fumaça que muito contribuirá para manter afastados os mosquitos e também para sinalizar.
A reserva de lenha para o fogo deverá ser  guardada sob o abrigo, a fim de que se conserve o máximo possível seco.
A madeira e o material de isca que sobrarem se estiverem úmidos, deverão ser secados junto à fogueira e guardados para uso futuro.
Tipos de Fogueiras
 Fogo Caçador
Um dos melhores para cozinhar. Escolha dois troncos verdes de cerca de 50 cm de comprimento e 15 cm de diâmetro cada. Coloque-os lado a lado, com a abertura mais larga virada para o vento e a mais estreita sendo usada para apoiar as panelas. Mantenha o fogo baixo. Acrescente lenha quando for necessário. O uso de carvão também é apropriado. Os troncos verdes podem ser substituídos por grandes pedras ou tijolos adequadamente empilhados.
 Fogo Estrela
Nada melhor que fazer uma roda de amigos os redor deste fogo. Ele é de longa duração, com calor brando. Consome pouco combustível e não necessário cortar lenha. Junte alguns troncos ou galhos ecos, disponha-os em forma de estrela de modo que todos se encontrem no centro, onde se acende uma pequena fogueira. À medida que as pontas vão se queimando, é só empurrar a lenha mais para o centro.
 Fogo de Conselho
Esta montagem e ótima para iluminar,  comece com uma mecha em seguida comece a colocar os troncos mais grossos e vá afinando.
 Fogo em Linha
Esta  montagem de fogueira é pouco usada, pois e difícil iniciar o fogo.
 Fogo de Trincheira
Este fogo consome pouca lenha, oferece menos riscos, não é incomodado pelo vento e não irradia tanto calor, sendo apropriado para os dias quentes. Construa uma valeta mais rasa e larga de um lado, e mais funda e estreita do outro, para que o vento sopre do lado mais largo para o mais estreito. Se o chão for duro, corte as bordas bem retas de modo que apóiem as panelas ou cruze sobre a cova alguns galhos bem verdes que possam apoiá-las. O único inconveniente deste fogo é ficar ao chão, o que deixa seu uso desconfortável.
Fogo Refletor
Para as noites frias, prepare este excelente aquecedor natural: construa uma pequena murada com troncos verdes para dirigir o calor em uma só direção. Prepare a fogueira protegida na muralha. Cuide para que o vento sopre em direção à muralha e não à barraca. Uma rocha ou barranco também podem funcionar como refletor. Neste caso, verifique se o local é bom para se armar uma barraca.
Fogo em Cone
Características: dá bastante calor e as chamas sobem como um fio dando muita iluminação. Como os troncos são consumidos rapidamente, necessita de maior manutenção.
A base é um quadrado com 1 a 1,2m de lado, dispondo-se dentro dele numerosos troncos colocados em cone.

Feito por Maurício Moises da Silva - Reg. UEB Nº 235.516-7


COM PILHA OU BATERIAS E BOMBRIL
Um pedaço de palha de aço (bombril) ou outro material semelhante, de fraca resistência, ligado aos pólos de duas pilhas ou a uma bateria incendiar-se-á facilmente. Também poderá provocar faíscas com dois pedaços de fios ligados aos pólos (positivo e negativo) da bateria. Leve as pontas destes fios junto à isca e os encontre e afaste rapidamente, o resultado será um curto-circuito, com faíscas suficientes para ignição da isca, ou seja, pegue duas pilhas na mesma posição que ficam na lanterna. Espiche e enrole uma fina mecha de bombril e feche curto ligando da ponta + da primeira pilha à parte negativa da segunda pilha. O bombril não agüenta a carga e incendeia. Tenha iscas de fogo preparadas à mão.
TIRA
Fazendo-se atrito com uma tira de couro ou uma corda de qualquer fibra num tronco morto ou seco, junto à uma isca, acender-se-á o fogo.




MADEIRA COM MADEIRA
Utiliza-se o atrito das madeiras para se acender a isca

FOGOS COLORIDOS E MÁGICOS
Fogos coloridos são bonitos, fáceis de fazer e servem para uso ocasional. Há vários pós e grânulos químicos, os quais produzem fogo multicoloridos quando colocados sobre a tora principal do fogo ou salpicados no fogo quando está queimando.

Cores produzidas por compostos:
Vermelho - Cloreto de estrôncio
Alaranjado - Cloreto de cálcio
Amarelado - Cloreto de sódio
Azul - Óxido de cobre
Verde - Cloreto de cobre ou cloreto de bórax ou ácido bórico
Verde mar ou púrpura - Sulfato de cobre ou cloreto de cobre
Roxo - Cloreto de potássio
Carmesim - Cloreto de lítio Misturado - Sal (peter)



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ata de Reunião da Chefia de Grupo n°. 13

Aos vinte e seis dias do mês de agosto de dois mil e doze reuniram-se na casa da Chefe Marta os chefes: Milton, Aline ,Si/vania, Marta e Guto e os pais responsáveis por escoteiros Francíni Baldoni e Elvis de Mattos. Foram convidados: Chefe Rosa Maria Salaib Wolff e Chefe Cristiano Valau Soares o qual não puderam comparecer. Tiveram como pauta os seguintes assuntos: - janta do aniversario do Grupo (01/09),- destino da verba arrecadada com o risoto,- destino da cantina,- registro dos chefes,- rifas, - Pira do dia 01/09112,- Desfile do dia 07/09112 , - bivaque do dia 08/09112,- Alcatéia, - Lis de Ouro, - atividade da Tropa escoteira, - Tropa sênior , - Terreno e palavras dos pais. Iniciou-se a reunião combinando o JANTAR DO DIA DO ANIVERSÁRIO DO GRUPO (01/09) cada integrante e seus familiares contribuíram com R$ 5,00 cada e o cardápio será coxa e sobre coxa e pão. O lucro obtido com a venda do risoto (R$ 329,00) será usado na arrumação da cantina. O grupo pagará 50% do valor do registro da chefia. Para a formação da chefia do Ramo Lobo se fará um risoto para as despesas. No que se refere às RIFAS futuras ficou combinado que cada Ramo ficará responsável por uma rifa que reverterá para o caixa do ramo que pertence. Sra. Francini Baldoni ficará responsável pela organização das rifas - a entrega e recebimento das rifas ficarão de responsabilidade de cada chefe pelo ramo que pertence. A PIRA - ficou acertada que a chefe silvania e a chefe Marta juntamente com as escoteiras Natali e Karolayni ficarão das 09h30 às 11h00 e logo após o Sr. Elvis de Mattos ficara responsável pelos escoteiros Gabriel, Eunice e Natanael no seguinte turno das 11h00 até as 13h até a chegada do chefe Milton. Para o DESFILE do dia 07/09/12 a tropa sênior ficara responsável pela construção de um acampamento tipo maquete e carregarão no dia do desfile e os demais escoteiros desfilarão com mochilas. O Bivaque do dia 08/09112 foi cancelado e no dia 15/09/12 os escoteiros participarão da Mateada Farroupilha na E.M.E.F J/ ao CAIC " Luizinho de Grandi" neste dia .Em relação a ALCATÉIA TUPANDI chefe Milton relatou como era a alcatéia de santa Cruz onde o qual ficou hospedado,deu idéias de como organizar a caverna da Alcatéia Tupandi.Também houve a troca de horário dos encontros do Ramo Lobo das 16hs as 18hs para que os mesmos tenham a oportunidade de Participar da cerimônia da bandeira.O fechamento da sede será as 18h30 e ninguém poderá (deverá) permanecer após este horário sem um planejamento feito anteriormente junto com o grupo da chefia.LIS DE OURO - o chefe Milton relatou o evento da entrega da Lis de Ouro,os problemas e contratempos ocorridos no dia. E outras colocações gerais. Ficou combinado que na próxima edição deverá ser mais organizada. TROPA ESCOTEIRA- foi colocado pelo chefe Milton que está faltando empenho na progressão e nas especialidades por parte de alguns jovens e deverão começar a agilizar-se, foi dado à palavra aos pais (chefes) dos jovens cada um colocou sua opinião sobre o assunto. Quanto a DISCIPLINA - como está ocorrendo certos casos de indisciplina no grupo, será ativada a "Corte de Honra", foi relatado como funciona e qual o objetivo da mesma "Punição e Mérito". Discutiu-se qual a sala deverá ser instalada, ficou combinado a sala que anteriormente a Patrulha Lobo usava que agora se encontra desocupada. TROPA SÊNIOR - Chefe Guto falou que falta mais comunicação entre os chefes do ramo em relação ao cronograma de atividades. Francíni Baldoni Costa se apresentou como voluntaria para ser chefe do Ramo Sênior. Esta colocou que os três chefes do Ramo Sênior deverão se reunir para combinarem as atividades dos encontros. Dividirão as atividades dos encontros. Foi acertado pela chefia presente na reunião que será mudada a senha e cadeado da sede e só será dado a copia aos chefes que atuam fielmente no grupo e os chefes não poderão dar 'ou emprestar a chave que foi confiada a eles a nenhum dos integrantes jovens) do grupo ou à EX-CHEFESA sede só será usada para atividades do grupo e não para interesses particulares de integrante do grupo ou afins. TERRENO - O Sr. Elvis relatou como está o andamento da negociação da venda do terreno de propriedade do grupo situada na cidade de Itaara (R$20.000,00) combinou-se também que será feita uma Assembléia de Pais para tomar a decisão de como será feita a troca do telhado (tipo, orçamentos) e como será feita a reforma da sede caso a venda do terreno seja efetuada. Caso aconteça o fechamento de uma negociação do terreno apontou-se algumas prioridades entre elas: - telhado, banheiros, rede elétrica, autorização dos bombeiros. Reuniões com os pais deverá ocorrer de três em três meses incluindo os pais dos sênior.Ficou combinado que o chefe que descumprir qualquer das decisões que foram decidas nesta reunião de chefes ocorrida neste dia (25/09/12)será submetido a Corte de Honra.Para finalizar os uniformes de todos os ramos deverão estar apresentáveis no inicio e final das atividades.Nada mais a constar assino esta ata e os demais participantes desta Reunião de Chefes.


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Como Escolher um bom local para acampar

        Um bom local para acampar deve ter água potável próximo ao local do acampamento, o terreno deve escoar a água da chuva com facilidade. Deve ser de fácil acesso, porém não próximo das cidades, a fim de evitarmos visitas inesperadas. O local deve oferecer segurança aos acampantes. Deve ter lenha próxima.

       Antes de qualquer coisa, deve se obter o máximo de informação sobre o local onde você irá levar sua tropa, por meio de mapas, cartas topográficas, ou informações de amigos e pessoas que conheçam o local. Assim fazendo, a tropa evitará maiores problemas quando for acampar no local.
       Devemos sempre evitar terrenos que sejam pedregosos, pois dificulta a armação das barracas, abrir valetas e torna desconfortável ao dormir. Terreno encharcado deixa o local enlameado trazendo dificuldades em acender fogo, ao caminhar e etc... O terreno arenozo torna difícil a montagem das barracas, por não oferecer resistência na colocação dos espeques. As encostas de morros trazem problemas com enxurradas e deslizamentos, e a crista de morros por ventar forte. Não devemos acampar debaixo de árvores, afim de evitarmos queda de galhos, e por ser a árvore um para raio natural.

        Devemos armar nossas barracas com a frente virada para onde o vento sopra, e não de frente para o vento.

TOPOGRAFIA - Condições de escoamento de água e solo próprio para fixar e armar as barracas. Espaço suficiente para o acampamento e atividades.
ACESSO - Estradas dá para passar a condução? Se chover dá para voltar?
SEGURANÇA - À distância segura de rios, local de enxurradas, encostas, animais perigosos, marginais, pântanos. Pontes seguras?
RECURSOS NATURAIS - Lenha, bambus, cachoeiras com água potável, árvores para atividades com corda, bosque para trilhas, etc.

Quando for acampar, você deve tomar os seguintes cuidados:

1 - Antes de qualquer coisa, deve-se obter o máximo de informação sobre o local aonde você irá, por meio de mapas, fotos topográficas, ou informações de amigos e pessoas que conheçam o local. Assim evitará maiores problemas quando for acampar no local.
2 - Quando acampando, a barracas devem estar bem esticadas e quando possível, a barraca ter um sobre-teto (ex: plástico). Se você perceber que irá chover, cave uma valeta com cerca de 8 cm.
3 - A sua barraca deve estar a sotavento, isto é, com a frente da barraca para onde o vento sopra, assim como a cozinha e o fogo desta, pois o fogo ficando assim, o fumo e as fagulhas não cairão sobre a barraca.
4 - Evite armar sua barraca em terreno:
a - Pedregoso: dificuldade para dormir, armar a barraca, abrir valetas, etc.
b - Encharcado: problema de lama, dificuldade para acender o fogo, etc.
c - Arenoso: dificuldade em armar a barraca que poderá cair com um simples vento e outros problemas.
d - Terreno inclinado: problema de enxurradas, a barraca dificilmente ficará esticada.
e - Encosta de morro: problemas de enxurradas e desmoronamento.
f - Crista de morro: muito vento.
g - Debaixo de árvores secas: problemas de queda de galhos ou da própria árvore.
5 - Antes de sair é indispensável fazer o cardápio das refeições e a lista dos gêneros e as quantidades de compra. Os alimentos devem ser variados e fortes, bastantes ovos e leite, frutas e verduras quando possível.
6 - Cavar uma vala ou trincheira para servir de latrina é outro ponto muito importante, deve ser uma das principais coisas a serem feitas ao chegar no local de acampamento.
A vala por trincheira de latrina deverá ter 60 cm de profundidade, 90 cm de comprimento e 30cm de largura.
A largura é importante para que quem a use, possa se agachar sobre a vala, com um pé de cada lado. A terra retirada deve ser amontoada atrás da vala, e uma pá fica a disposição para colocar terra na vala após o uso. As paredes podem ser de lona ou plástico preto, deve começar ao chão e ir até 1,80m.
7 - Deverá haver também um mictório, que se faz escavando um buraco e enchendo-o até o meio de pedras de drenar, facilitando o escoamento. E as latrinas devem ficar a favor do vento, cerca de 100 m do acampamento e bem escondida. Isso é muito importante.
8 - Escolha de um bom local:
a - Água potável próxima
b - facilidade em encontrar lenha
c - Solo poroso bem drenado, quase plano em que a chuva não alague nem faça lama, de preferência se for gramado.
d - Paisagem bonita e agradável
e - Fácil acesso


A água

Quando se acampa, devemos escolher um local que tenha água boa para beber, mas mesmo assim todo cuidado é pouco. coe a água em pano limpo, ferva-a, e se for preciso purifique-a com cloro, iodo, ou com produtos químicos apropriados.


Latrinas
Deve se cavar uma vala ou trincheira com 60 cm de profundidade, 90 cm de comprimento e 30 cm de largura para servir de latrina. este local deve ser cercado com lona ou plástico escuro e ficar pelo menos a 100 m da cozinha e bem escondido. Sua localização deve estar de maneira que o vento não traga o cheiro de volta para o acampamento.

Deverá haver também um mictório, que se faz escavando um buraco, enchendo-o de pedras até o meio, facilitando assim o escoamento da urina.

Alimentação
Antes de acampar o primeiro passo a dar é a elaboração do cardápio, preparando a seguir a lista de compras. Os alimentos devem ser variados, nutritivos e de fácil preparo. Deve ser organizada uma escala de serviço, de maneira que todos possam participar do preparo da alimentação, bem como da limpeza dos utensílios da cozinha.
Lembre-se de que todos devem participar não só na cozinha mas, em toda e qualquer atividade do acampamento, pois o que comanda e lidera não é aquele que e faz tudo sozinho, mas aquele que motiva outros a fazer.


EQUIPES DE UM ACAMPAMENTO:

Cada membro da unidade ou do Clube deve saber de antemão o que fazer ao chegar no local do acampamento. Deve-se dar tarefas a todos, de maneira que cada um tenha responsabilidade em fazer algo em prol do acampamento, evitando-se sobrecarga de tarefas e a demora na montagem do acampamento.
Tudo deve ser feito com alegria, mesmo as mais ingratas tarefas. O verdadeiro escoteiro vai acampar com espírito de união.
1. Equipe De Cozinha
Antes do acampamento deve-se elaborar o cardápio, preparando-se a seguir a lista de compras. Alimentos variados, nutritivos e de fácil preparo. Deve ser organizada uma escala de serviço, de maneira que todos possam participar do preparo da alimentação, bem como da limpeza dos utensílios da cozinha.
Lembre-se: todos devem participar não só da cozinha mas em toda e qualquer atividade do acampamento, pois o que comanda e lidera não é aquele que faz tudo sozinho, mas aquele que ensina e motiva outros a fazer.
2. Equipe De Transporte
Responsável pela cobrança das passagens, arranjar condução e orientar quanto ao percurso.
3. Equipe De Programa
Elaborar um programa escrito, com horários para tudo, corinhos, pensamentos, orientações, etc. Este grupo organiza todas as atividades e faz funcionar os horários. Diz quem fará o quê. Organiza a segurança e faz a escala dos oficiais do dia.
4. Equipe De Intendência
Providencia todo material para as atividades e instruções, inclusive para a cozinha.
5. Equipe De Eventos
Planeja e executa as atividades recreativas e instrutivas do acampamento.
6. Equipe De Infra-Estrutura
Montagem de todos os aparatos como: cozinha, latrinas, toldos, mastros, limpeza, pista de obstáculos.
Obs: Cada patrulha fornece alguns escoteiros para esta equipe.

MATERIAL


Material da unidade

A unidade deve ter duas barracas, machadinha, facão (2), facas (2), lanterna, corda de 20m, repelente, cordinhas finas, serra, estojo de primeiros socorros, apito, Iscas de fogo, bandeirim, utensílios de cozinha, plástico ou lona para cobrir a cozinha e outro para abrigar da chuva ou do sol forte.

Material individual 
Cada escoteiro ao acampar deve levar: seu uniforme completo, mochila, capa ou plástico, lanterna, canivete, agasalho, roupa de uso pessoal, cordinha, chinelo, colchonete, saco de dormir ou cobertor, prato e copo de plásticos, talheres, estojo de costura e material de higiene. Todo esse material deve estar acondicionado em saco plástico, evitando de molhar em caso de chuva.
Obs: não trazer a mudança para o acampamento e nem esquecer o essencial.


DICAS


Dividir responsabilidades

Cada membro da unidade ou do clube deve saber de antemão o que fazer ao chegar ao local do acampamento. deve-se dar tarefas a todos, de maneira que cada um tenha responsabilidade em fazer algo em prol do acampamento, evitando-se a sobrecarga de tarefas e a demora na montagem do acampamento. Tudo deve ser feito com alegria, mesmo as mais ingratas tarefas. O verdadeiro desbravador vai acampar com espírito de união.

As últimas coisas a fazer á noite
Antes de dormir deve-se escovar os dentes, proteger a água, os alimentos e a lenha, cobrir as brasas do fogão de maneira que tenhamos algumas brasas vivas pela manhã. Veja se nada foi deixado ao sereno. Afrouxe os cabos da barraca. 

Ao acordar
Assopre o fogo, reavivando-o, ponha mais lenha e a água para ferver, escove os dentes, estique os cabo sda barraca, pendure ao sol a roupa de dormir, prepare o desjejum, limpe e arrume a barraca, passe uma revista no local de acampamento para ver se tudo está em ordem, hastie a bandeira.


1. Mesmo com tempo bom deve-se levar capa de chuva ou plástico.
2. Antes de ir dormir, afrouxar os cabos das barracas, proteger a água e a lenha, cobrir as brasas, ver se nada foi deixado no sereno, fazer culto e orar. (A Unidade)
3. Coar a água em pano limpo, ferver se preciso ou colocar cloro. (Equipe de Cozinha)
4. Não armar barracas de frente para o vento. (Unidades)
5. Latrinas: 60 cm. de profundidade x 90 cm. de comprimento x 30 cm. de largura. Longe da cozinha, cercado de lona plástica, bem escondido e localizado de forma que o vento não traga o cheiro de volta para o acampamento. (Infra-estrutura)
6. Ao preparar o cardápio, não por alimento cárneo. (Cozinha)
7. Encha o Sábado de atividades espirituais interessantes. (Eventos)
8. Ao acordar: Acender o fogo, por água para ferver, esticar os cabos da barraca, pendurar ao sol a roupa de dormir, preparar o desjejum, limpar e arrumar a barraca, revistar o local para ver se tudo está em ordem, fazer o culto matinal, hastear a bandeira. (Unidade)
9. Bem antes de sair para acampar cada um deve saber como arrumar a mochila e o que levar. (Intendência)
10. Só levar um volume para o acampamento (escoteiro)

ECOLOGIA

1. Expressamente proibido cortar qualquer arbusto ou árvore verde.
2. Queime todo plástico e embalagens possíveis.
3. Amasse as latas e leve-as de volta.
4. Vidros? Se você ainda carrega este peso e perigo... levar de volta. Não compre sucos, conservas ou qualquer coisa embalada em vidro. (Já existem opções em plásticos para tudo)
5. Aterre as latrinas, replante a grama, apague totalmente o fogo. não deixe vestígios no local. Passe um pente fino, recolhendo tudo o que for da natureza.

O FOGO

O fogo é indispensável em qualquer acampamento. Pode ajudar como machucar, aquecer ou queimar, preservar vidas ou matar. Precisamos tomar algum cuidado ao lidar com o fogo.
Para haver fogo precisamos de:
a. Combustível - Material próprio
b. Comburente - bastante ar
c. Temperatura
Saber fazer uma fogueira com ou sem fósforos ou isqueiros é uma condição indispensável para quem pretende aventurar-se por regiões selvagens ou inabitadas.
Embora necessitemos conhecer também os métodos primitivos de fazer o fogo, sabemos que hoje não é difícil nem incômodo transportar um isqueiro ou algumas pequenas caixas de fósforo. Neste caso, é preciso impedir que os fósforos se molhem numa travessia de rio ou num banho de chuva inevitável. Para tanto, isole as caixas numa embalagem plástica com fita adesiva ou cubra os palitos de fósforo com parafina líquida antes de sair para a sua aventura. Antes de ter a chama é necessário, porém, armar a fogueira.

ESQUEMAS DE ACAMPAMENTO

Há dois tipos de esquema de acampamento: Em forma de Ferradura e em Quarteirão.
A primeira coisa que devemos fazer ao chegar ao local de acampamento, é marcar o centro do local onde se pretende acampar. As barracas deverão ser colocadas em círculos. No centro deverá ser erigido (colocado) um mastro. A primeira barraca a ser montada no acampamento é a de INTENDÊNCIA, permitindo assim que todo material de trabalho ou gênero alimentício não fique exposto ao tempo.
Esta barraca deverá ficar com sua frente totalmente virada para o lado em que nasce o sol (leste), permitindo assim que receba os primeiros raios solares e arejar seu interior. Em seguida arma-se todas as outras barracas de acordo com o esquema do Diretor (responsável pelo acampamento), sendo porém que a barraca de PRIMEIROS SOCORROS armada por último no quarteirão ou forma de ferradura, e deverá ser construído um portão.

Obs: O portão do acampamento, terá que ser construído bem em frente à barraca de intendência. Tendo armado tudo, arma-se o banheiro. O mesmo deverá ficar no mínimo 50m de distância do acampamento, verificando-se também a direção do vento, para que o mau cheiro não siga para o lado do acampamento com o vento.


No final do acampamento

Só devemos deixar o local do acampamento nossos agradecimentos. Há anos atrás, um Coordenador da UEB  deveria visitar um grupo escoteiro acampando, mas, devido a uma confusão de datas, ele chegou somente no dia em que o grupo havia se retirado do local algumas horas antes. Mais tarde, na sede do grupo, ele disse: “cheguei tarde para ver o acampamento, e procurei durante duas horas por todo o local, mas não pude encontrar onde o grupo estava acampado. Não pode haver maior elogio do que este. Deixe o local de acampamento pelo menos como você gostaria de encontrá-lo quando chegasse.
 
Antes de sair queime todo o lixo. Amasse as latas e enterre-as junto com que for de vidro, ou leve para casa de volta. Aterre as latrinas, assinalando o local, e as demais valas feitas. Replante a grama. Apague totalmente o fogo, não deixando nenhum vestígio no local. Passe um pente fino final, recolhendo tudo o que não fizer parte da natureza.

TIPOS DE BARRACAS
          A barraca é o equipamento principal do acampamento. Ao comprar a barraca deve-se pesquisar muito bem, pois a grande variedade de modelos, marcas e materiais pode confundir o comprador. Deve-se ter em mente na hora da compra o número de pessoas a que a barraca se destina, se vai ser levada de carro ou carregada nas costas, etc.
          Há modelos importados de qualidade superior e mesma faixa de preço que os modelos nacionais, que perdem de longe quando o assunto é acabamento da barraca. Basta comparar.

Eis algumas características de alguns modelos mais comuns:
    1. Barraca do tipo Canadense
    • É um dos modelos mais tradicionais, de formato triangular quando vista de frente.
    • Fácil de montar, pode ser encontrada em tamanhos variados.
    • Como sua armação geralmente é de metal, é pesada para ser carregada a pé por trechos longos.
    • O material também influi na escolha, sendo as feitas de lona mais quentes e pesadas que as fabricadas em nylon.

    2. Barraca do tipo Bangalô
    • Também tradicional, parece uma casa. Tem quartos e uma varanda onde pode ser instalada a cozinha.
    • É muito pesada por possuir a armação de metal e ser fabricada em lona.
    • Abriga no mínimo 5 pessoas. Boa para famílias inteiras.

    3. Barracas do tipo Iglu
    • Vários modelos, de formato variável, desde o tradicional iglu até modelos tubulares semelhantes a casulos.
    • Há modelos grandes de base hexagonal com capacidade para mais de cinco pessoas.
    • A armação é de fibra sintética (vidro, carbono), muitas vezes mais leve que as armações metálicas.
    • São fabricadas em nylon e muito leves para carregar.
    • Perdem em durabilidade para as de armação metálica.
MONTANDO BARRACAS

           Diversos são os tipos de barracas, havendo também improvisações com lonas de diferentes tamanhos.
          Obs.: não se devem armar barracas em terrenos em declives fortes (grandes inclinações), cabeça de morro ou crista de serra, em solo úmido e argiloso, em que possa formar poças de lama, ou em terreno perigoso em que a irregularidade de fincar estacas e espeques prejudicando o trabalho de instalação.
          Os terrenos arenosos exigem cuidados especiais na fixação dos espeques ou estacas para maior segurança da barraca.
          Espeques ou Estacas - serão cravados no solo de modo a construírem uma boa ancoragem; o ângulo do material a se cravado no solo e de 45 graus em relação ao terreno.
          Piso da Barraca - é necessário uma boa impermeabilização. A irradiação do calor terrestre traz sempre umidade pela evaporação.
As paredes da barraca devem estar ajustáveis ao solo, para que não haja corrente de ar e não entre pequenos animais (alguns perigosos).
              BARLAVENTO - é o lugar onde sopra o vento.
              SOTAVENTO - é o lugar para onde vai o vento.
          A barraca deve ter a porta de entrada voltada para o sotavento, para evitar maiores prejuízos. Pode-se verificar com facilidade a direção do vento: movimento da copa das árvores, soltando no ar folhas, pedaços de papel, uns poucos de pó, umedecendo o dedo e notando de que lado ele esfria mais depressa. A insolação da barraca é indispensável, assim como seu arejamento.

PERMITINDO O AREJAMENTO DA BARRACA:

          Deve estar colocada de modo a receber os raios solares, de preferência pela manhã, ou pelo menos durante seis ou oito horas. Por outro lado, sua fixação deve possibilitar o levantamento das abas ou extremidades durante o dia, para que o movimento do ar retire a umidade decorrente da evaporação do solo. Não estando chuvoso o tempo, todo material existente no interior da barraca deve ser inteiramente exposto ao sol.